A descida traduziu-se numa redução da prestação média anual para 396 euros, menos oito euros do que em 2024.
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Crédito habitação
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A taxa de juro média anual do crédito habitação fixou-se em 3,414% em 2025, recuando face aos 4,372% registados no ano anterior. A descida traduziu-se numa redução da prestação média anual para 396 euros, menos oito euros que em 2024, apesar do aumento do capital médio em dívida para 72.314 euros. Já em dezembro, a taxa de juro implícita voltou a cair, para 3,130%, confirmando a trajetória de alívio nos encargos com o crédito habitação. Em causa estão dados divulgados esta quarta-feira (dia 21 de janeiro de 2026) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

"No destino de financiamento aquisição de habitação (no conjunto do ano de 2025), a taxa de juro média desceu de 4,362% em 2024 para 3,429% em 2025", conclui o INE.

Segundo o gabinete nacional de estatística, o capital médio anual em dívida para o total do crédito e para o destino de financiamento aquisição de habitação passou de 66.508 euros e 73.917 euros em 2024, respetivamente, para 72.314 euros e 80.083 euros em 2025. 

Já a prestação média anual vencida para o total do crédito habitação, acrescenta o INE, desceu oito euros em 2025, para 396 euros. "No destino de financiamento aquisição de habitação, verificou-se uma descida de 11 euros entre 2024 e 2025, fixando-se em 431 euros", lê-se no boletim.

Relativamente a dezembro, a taxa de juro implícita voltou a cair, para 3,130%, representando uma descida de 0,3 pontos base face a novembro e uma redução acumulada de 152,7 pontos base desde o máximo atingido em janeiro de 2024. 

O INE destaca ainda que, nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro baixou para 2,850%, refletindo uma diminuição acumulada de 153 pontos base desde o pico registado em outubro de 2023.

No que respeita à prestação mensal, o INE indica que, em dezembro, o valor médio se fixou em 397 euros, três euros acima do mês anterior, mas seis euros abaixo do registado no mesmo mês de 2024. “194 euros, ou 48,9%, correspondem ao pagamento de juros”, refere o instituto, sublinhando que esta componente mantém, pelo quarto mês consecutivo, um peso inferior a 50% na prestação total.

Já o capital médio em dívida continuou a aumentar no último mês do ano, subindo 600 euros face a novembro, para 75.270 euros. De acordo com o INE, nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio em dívida atingiu 168.350 euros, mais 1.689 euros do que no mês anterior, refletindo valores mais elevados nos novos empréstimos à habitação.

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