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Enfermeiros e funcionários do SEF em greve hoje e amanhã

Autor: Redação

Os enfermeiros iniciaram às 8 horas desta quinta-feira (13 de outubro) uma greve em todo o país que se repete amanhã, para exigir a reposição das 35 horas de trabalho para todos os profissionais. Também os funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) com funções não policiais fazem uma paragem de dois dias. Reclamam um estatuto que permita progredirem na carreira.

Em luta pela reposição das 35 horas de trabalho, os serviços de enfermagem nas unidades de saúde públicas estão reduzidos até sexta-feira a serviços mínimos, o que deve afetar tratamentos, vacinas ou cirurgias programadas, escreve a Lusa.

O Sindicato dos Enfermeiros (SEP), que convocou a greve, luta pela aplicação das 35 horas para todos os profissionais, pela progressão na carreira, pelo pagamento a 100% das horas penosas e extraordinárias e pela admissão de mais enfermeiros.

Os sindicalistas dizem-se cansados das reuniões inconclusivas com a tutela e do arrastar da situação laboral dos enfermeiros, que consideram injusta e incomportável, além de julgarem que coloca em causa a segurança e qualidade dos serviços de saúde prestados.

Segundo a Lusa, os enfermeiros exigem a reposição do valor integral das horas de qualidade e horas extraordinárias, “cujos cortes de 50% eram para vigorar apenas durante o plano de assistência financeiro”. Querem também o pagamento do trabalho extraordinário e incentivos aos enfermeiros que trabalham nas USF modelo B, “face àquilo que são os milhares de horas a mais por carência de enfermeiros”.

SEF também para

Entretanto, e de acordo com a TSF, os funcionários do SEF com funções não policiais fazem também hoje e amanhã uma greve que deve afetar o atendimento nos serviços, bem como nas emissões de passaportes ou de autorizações de residência.

Manuela Niza Ribeiro, presidente do Sindicato dos Funcionários do SEF, disse estes querem um estatuto que permita progredir na carreira. Sem sinais de progressões na carreira, o SEF regista uma crescente fuga de funcionários, pelo que a adesão à greve deverá ser grande, adiantou.

O SEF tem cerca de 500 funcionários com funções não policiais. Se o sindicato continuar sem respostas do Governo, é provável que o período de greve seja prolongado.