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Advogados de António Domingues pagos pela CGD

Autor: Redação

O processo de negociação das alterações ao Estatuto do Gestor Público (EGP), que meteram fim aos tetos salariais na CGD e supostamente permitiam que os gestores da Caixa não fossem obrigados a entregar as declarações de rendimentos e património no Tribunal Constitucional, começou a mover-se pela mão de António Domingues, ainda antes de o ex-presidente do banco público ter assinado o contrato para o cargo. E a fatura dos advogados que assessoraram o gestor nesse momento, antes de estar em funções, terá sido paga pela CGD e não por Domingues.

O Eco conta que os advogados Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados em maio do ano passado negociaram com o Ministério das Finanças as alterações a fazer ao EGP. Citando uma troca de correspondência, o diário diz que a sociedade assessorou o ex-presidente, antes de este ter assinado o contrato como presidente do banco público, onde se inclui a proposta de diploma legal que excluía os administradores da CGD do estatuto.

Mas, segundo diz o jornal online, não foi o ex-presidente da Caixa que pagou, frisando que o dinheiro saiu do bolso do banco do Estado.

Esta assessoria, é recordado, aconteceu com o conhecimento do ministro das Finanças. Mário Centeno admitiu, numa conferência de imprensa sobre a polémica, que a alteração “foi feita com o apoio de uma equipa técnicos e juristas que estavam a colaborar em todo o processo com o perfeito conhecimento do Ministério das Finanças”.