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BCE começa a preparar terreno para subida de juros

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Autor: Redação

Mario Draghi decidiu mudar o tom da sua mensagem para consciencializar o mercado de que estamos perante o princípio do fim dos estímulos extraordinários. Apesar de que na reunião de ontem, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as medidas extraordinárias para sustentar a recuperação da economia e acelerar a inflação até 2%, os especialistas afirmam que o seu presidente, entre linhas, está a preparar o terreno para as mudanças que se avizinham em breve, nas suas políticas. 

Pelo que, e ainda que as taxas de juro vão continuar em 0,0% os bancos terão de pagar 0,4% por ter parado o excesso de liquidez e irão manter-se as compras de dívida (60.000 milhões por mês), desde BPN Paribas Personal Investors percebem ligeiras mudanças no discurso habitual do mandatário italiano. 

Por exemplo, que a economia está a expandir-se a um ritmo mais forte do que o esperado, que os riscos que enfrenta a zona euro são equilibrados, que a inflação subjacente vai recuperar-se de forma gradual ou que as taxas se vão mantar nos níveis atuais durante um longo período de tempo, sem acrescentar que poderião baixar mais.

Por pequena que pareça, esta nuance é imporante: Draghi costuma dizer que as taxas vão manter-se nos níveis atuais, ou inclusivamente em patarmares inferiores, durante um longo período de tempo. E a leitura que fazem os especialistas desta mudança é que o preço do dinheiro tocou o chão.

Mas apesar desta mudança subtil no discurso do BCE, os especialistas descartam alterações monetárias a curto prazo. 

"Pensamos que na segunda parte de 2018 poderia começar a retirada de estímulos (tapering) por parte do BCE, sempre e quando os dados de crescimento e inflação mantenham a tendência atual. Um cenário que os mercados têm vindo a descontar durante os últimos meses", argumenta Borja Rubio, Head of Brokerage em España de Orey Financial.