Notícias sobre o mercado imobiliário e economia

Vendas agressivas dirigidas sobretudo aos seniores? Fica a saber como as podes travar

Gtres
Gtres
Autor: Redação
Os consumidores seniores são “alvos fáceis” para algumas empresas de bens e serviços, que usam práticas comerciais desleais. No artigo de hoje da rubrica semanal Deco Alerta, destinada a todos os consumidores em Portugal e assegurada pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor para o idealista/news, explicamos-te tudo sobre este tema, para que possas saber como agir se conheceres algum idoso “menos protegido”.
 
Envia a tua questão para a Deco, por email para decolx@deco.pt ou por telefone para 00 351 21 371 02 20.
 
Vivo num bairro antigo de Lisboa, cujos moradores são, sobretudo, idosos. Apercebi-me recentemente que muitos deles estão a ser aliciados a comprar produtos diversos (por exemplo, artigos de limpeza e de cozinha) ou assinar contratos sem ler. E esta situação não fica por aqui. Sei que se têm realizado passeios e excursões, a preços acessíveis, para levar estes idosos a assistir a demonstrações de artigos que acabam por comprar. O que podemos fazer para impedir estas vendas?
 
O teu relato poderá juntar-se aos milhares de reclamações que a Deco recebe anualmente de consumidores seniores, vítimas de vendas agressivas.
 
No dia 1 de outubro assinalou-se o Dia Internacional do Idoso – dia instituído em 1991 pela ONU - com o objetivo de sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e para a urgência e necessidade de proteger população mais idosa.
 
É precisamente isto que procuramos fazer! Os seniores são “alvos fáceis” para algumas empresas de bens e serviços, cujas práticas comerciais são desleais.
 
As vendas agressivas dirigem-se especialmente aos seniores, pois são mais vulneráveis, menos informados e mais facilmente coagidos a comprar produtos ou serviços que não desejam e que prejudicam gravemente os seus interesses económicos.
 
As vendas porta a porta são, talvez, a modalidade mais atual das práticas comerciais desleais: contratos de fornecimento de energia e de telecomunicações são vendidos sem qualquer esclarecimento, cuidado ou transparência.
 
Tal como nos relatas, existem ainda as vendas em excursões promovidas a preços vantajosos por incluírem demonstrações de determinados produtos. No entanto, e embora o consumidor não seja obrigado a comprar nestas demonstrações, de presença obrigatória, são utilizadas práticas agressivas de venda que o pressionam a adquirir, a preços muito elevado, bens que não quer.
 
Por fim, relembramos as vendas que iniciam com um telefonema recebido em casa a informar que o consumidor sénior deve fazer um rastreio médico ou a oferecer-lhe um prémio. Trata-se apenas de um isco para vender determinados produtos (colchões, aparelhos de fisioterapia, aspiradores, filtros de água, cartões de férias), utilizando os mais diversos argumentos: 
  • As alegadas características medicinais dos bens
  • A necessidade de assinatura do contrato, sob pena de o consumidor colocar em risco a subsistência familiar do vendedor
  • A alegada desistência a qualquer momento do contrato, etc.

O que aconselhamos aos consumidores seniores:

  • Ler atentamente o contrato proposto
  • Esclarecer todas as dúvidas. Se não for possível, pedir uma cópia do contrato e recorrer a serviços de apoio ao consumidor
  • Se sentires pressão para a assinatura do contrato, fica a saber que tens 14 dias para por termo ao contrato sem que para tal tenhas de pagar qualquer indemnização ou alegar qualquer motivo. Neste caso, envia uma carta registada com aviso de receção
  • Caso o contrato tenha sido celebrado com base numa prática agressiva, sabe que dispões de um ano para anular o contrato
  • Denunciar à entidade competente do setor em causa (ASAE, ANACOM, Banco de Portugal, Instituto de Seguros de Portugal, entre outras) para que esta atue dentro das competências que lhe estão atribuídas, aplicando multas a estes profissionais e empresas.
Informa-te sobre os direitos dos consumidores seniores aqui