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Telecomunicações lideram queixas à Deco e Meo é "campeã" das reclamações

Paul Hanaoka/Unsplash
Paul Hanaoka/Unsplash
Autor: Redação

As telecomunicações voltaram a ser o principal alvo de queixas dos portugueses em 2018, com quase 35 mil reclamações à Associação de Defesa do Consumidor (Deco). O período de fidelização, a faturação, as práticas comerciais desleais e a dificuldade no cancelamento do contrato foram os principais motivos de problemas.

A Meo lidera o ranking das reclamações, logo seguida pela Nos, Vodafone e Nowo. No ano passado, uma das situações identificadas pela Deco e que se destacou pela negativa é relativa à Meo, e diz respeito ao facto da operadora ter decidido passar a cobrar 1 euro pela fatura em papel.

Em 2018, a Deco recebeu queixas de 376 mil consumidores, tendo mediado cerca de 23 conflitos. O número representa um aumento de 35% face a 2017, quando foram contabilizadas cerca de 17 mil mediações. O valor do reembolso conseguido também aumentou. Em 2018 foram devolvidos aos consumidores quase 3 milhões de euros, quando em 2017 esse montante foi de 1,025 milhões.

Depois das telecomunicações, o setor da compra e venda foi o mais reclamado – recebeu 25.345 queixas, relacionadas sobretudo com garantias de produtos, incumprimento dos prazos de entrega e de livre resolução das vendas online, falta de informação e práticas desleais nas promoções. Os serviços financeiros ficaram em terceiro lugar no ranking, com 19.249 queixas, e o setor da energia e água aparece na quarta posição, tendo acumulado 16.981 queixas.

Nos serviços financeiros, as comissões bancárias foram a principal razão de queixa apresentada pelo conjunto de 19.249 consumidores na Deco, em que se destaca a CGD como principal alvo de queixas.