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Cuidado com o crédito fácil: um guia que ajuda a evitar burlas

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Autor: Redação

Todo o cuidado é pouco na hora de pedir dinheiro emprestado, já que o crédito fraudulento pode “estar ao virar da esquina”. No artigo de hoje da rubrica semanal Deco Alerta, destinada aos consumidores em Portugal e assegurada pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor para o idealista/news, ajudamos-te a evitar cair num esquema fraudulento. Prevenção é palavra de ordem.

Envia a tua questão para a Deco, por email para decolx@deco.pt ou por telefone para 00 351 21 371 02 20.

Sou emigrante há mais de oito anos, mas a minha situação profissional alterou-se e estou a pensar voltar para Portugal para abrir um pequeno restaurante. Não tenho capital suficiente para isso, mas sei que no nosso país há empresas que emprestam capital muito facilmente. O que me podem dizer?

Podemos dizer-te: cuidado! Crédito fácil pode ser uma burla! Os consumidores têm relatado ao Gabinete de Proteção Financeira da Deco  muitas situações semelhantes que podem revelar-se burlas financeiras. 

Por norma, estes casos respeitam a anúncios de concessão de crédito fácil em jornais e na internet, sobretudo nas redes sociais. Embora o Banco de Portugal (BdP) já tenha emitido alertas quanto à concessão de crédito fraudulento, a publicação de anúncios deste teor continua a acontecer em jornais, quer sejam pagos, quer sejam de distribuição gratuita. 

Certamente existem esquemas mais complexos, mas o mais básico passa pela recolha dos dados do consumidor pela entidade financiadora (que poderá ser apenas um indivíduo ou um grupo de indivíduos) e pela simulação da análise da viabilidade da concessão do empréstimo.

Posteriormente, o consumidor é informado que o crédito foi aprovado e é-lhe então solicitada a transferência de um montante para finalizar o empréstimo. Chega mesmo a ser enviado um comprovativo falso a indicar que a transferência do valor do empréstimo já foi efetuada, encontrando-se a creditação do valor na conta do consumidor pendente do pagamento de uma quantia referente a despesas de processo, comissão de aprovação do crédito, pagamento do Imposto de Selo, etc.

Será um valor na ordem de algumas centenas de euros, e ao ser efetuado o pagamento e consumada a burla, o consumidor fica sem o crédito e sem o dinheiro pago, deixando de conseguir contactar com a alegada entidade financiadora.

Assim, alertamos-te em primeiro lugar para que adotes uma postura preventiva: poderás, por exemplo, consultar a lista de entidades de autorizadas a conceder crédito em Portugal de forma a confirmar se aquela entidade se encontra legalmente registada. Deves ainda estar atento a vários indícios de que se trata de uma burla:

  • Contactos telefónicos inexistentes ou escassos (por exemplo, apenas é indicado um número de telemóvel), números do estrangeiro;
  • Morada em território estrangeiro ou um simples apartado;
  • Endereço de e-mail não institucional (Gmail, Hotmail, Yahoo, etc.);
  • Páginas na internet ou em redes sociais com erros ortográficos ou de construção frásica evidenciam o recurso a um tradutor online;
  • Testemunhos pouco verídicos por parte de terceiros que procuram atestar a fiabilidade das entidades financiadoras;
  • Inexistência de referências sobre aquela entidade em outros sites sobre aquela entidade financiadora, ou referências negativas, tais como reclamações e denúncias;
  • Aprovação de crédito de forma célere (numa questão de horas/dias) e desburocratizada (não lhe é exigida qualquer documentação);
  • O registo negativo no Mapa da Central de Responsabilidades de Crédito do BdP não é por si só razão impeditiva da concessão de crédito, contudo, a maioria, senão a generalidade das instituições de crédito recusa conceder empréstimo a quem esteja na “lista negra”.

Informa-te bem aqui.