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Branqueamento de capitais: disparam casos suspeitos em Portugal

PGR recebeu quase 9 mil comunicações de operações duvidosas no ano passado, mais 43% que em 2018. Imobiliário ganhou peso.

Photo by Ryoji Hayasaka on Unsplash
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Autor: Redação

Agentes imobiliários, bancos e outras instituições financeiras, notários, solicitadores, advogados, entre outros, são cada vez mais veículos de informação à Justiça de casos suspeitos de branqueamento de capitais em Portugal. No ano passado, reportaram 8.974 operações e negócios duvidosos às autoridades nacionais, o que corresponde a um aumento de 43% face aos 6.271 casos registados em 2018.

Os números, citados pelo Jornal de Negócios, são da Procuradoria-Geral da República (PGR), que fez agora o balanço de todo o ano passado. A maioria das comunicações partiu do setor financeiro, sendo que desde 2019 setor imobiliário ganhou maior representatividade, devido às novas obrigações de identificação e comunicação, bem como os advogados - que apesar de aguardarem ainda um regulamento da Ordem para operacionalizar as comunicações, começam já a efetuá-las com mais frequência.

Sendo desconhecido quantas comunicações efetuou cada entidade, a PGR precisa que 407 das comunicações recebidas pelas autoridades foram feitas no âmbito da lei do branqueamento de capitais. Em 247 casos, os procedimentos levaram à suspensão dos negócios em causa e das operações bancárias. No seguimento disto foram abertos inquéritos, que ainda estão em curso.

Ao longo de todo o ano de 2019 foram apreendidos 774 milhões de euros, 1.950 milhões de dólares e 560.000 libras, o equivalente a 2.580 milhões de euros, de acordo com dados apontados pelo jornal.