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Expansão do coronavírus e guerra do petróleo afundam bolsas

Arábia Saudita veio arrasar com as cotações da matéria-prima nos mercados internacionais. Preços caíram mais de 30%.

Photo by Stephen Dawson on Unsplash
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Autor: Redação

Os mercados financeiros arrancaram esta semana no “vermelho” depois de a Arábia Saudita ter anunciado que vai abrir a “guerra total” ao preços do petróleo, numa tentativa de “encostar” Moscovo à parede. A cotação da matéria-prima caiu mais de 30%, como já não se via há mais de 30 anos, desde a Guerra do Golfo, e vem intensificar a crise gerada pela epidemia do coronavírus, que continua a propagar-se rapidamente um pouco por todo o mundo, jogando com as expetativas dos investidores.

A Arábia Saudita anunciou que vai produzir mais petróleo e cortar os preços, depois de as negociações para convencer a Rússia a juntar-se aos cortes de produção programados na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terem falhado, segundo explica o Negócios. Na prática, esta “guerra” entre dois dos principais produtores do mundo de petróleo pode dar orgiem a um choque petrolífero ao inverso, com a queda brutal de preços em vez de disparo das cotações. Mas a jogada de alto risco da Arábia Sudita já está a afetar os mercados e a intensificar os efeitos negativos do coronavírus, que já tinha castigado os preços.

A queda dos principais índices bolsistas na Ásia esta segunda-feira e a derrocada na abertura das praças europeias aponta para uma segunda-feira negra pior do que o trambolhão de 27 de fevereiro quando a crise do coronavírus provocou perdas diárias à escala mundial superiores a 3% e de mais de 4% em Wall Street, escrevia o Expresso.

Praças como a do Japão, China e Coreia fecharam no “vermelho”, com perdas superiores a 3%, e Tóquio caiu 5%. Na Europa, as bolsas de Frankfurt e Londres lideraram as quedas, com recuos de 8% e, em Lisboa, o índice PSI 20 perdia 5,2% pelas 9h30, detalhava o Público.

Ao cisne negro do Covid-19, que está a gerar um choque tanto na oferta como na procura mundiais, junta-se, agora assim a guerra de preços entre Riade e Moscovo depois do colapso na sexta-feira da aliança entre o cartel da OPEP e a Rússia.

O banco de investimento Goldman Sachs mostra-se pessimista quanto à evolução do preço do petróleo, e prevê que o preço do barril possa cair até aos 20 dólares. Um cenário, que de resto, que poderá colocar forte pressão nos mercados acionistas.