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Vistos gold chineses em queda: novas regras e coronavírus afastam investimento

Em fevereiro foram concedidas apenas oito autorizações de residência a chineses.

Photo by Leon Liu on Unsplash
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Autor: Redação

Já se começam a sentir os efeitos do travão aos vistos gold no país. Em fevereiro de 2020 foram atribuídas apenas oito autorizações de residência a chineses em Portugal, menos de metade do número observado no mês anterior, segundo dados que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). A epidemia do coronavírus e o novo ano chinês são outras causas que poderão estar na origem da quebra.

As menos de uma dezena de Autorizações de Residência para investimento (ARI) concedidas em fevereiro comparam com os 17 vistos gold atribuídos a cidadãos chineses no mês anterior, segundo escreve o ECO, que avança a notícia. No total, no passado mês, foram atribuídos 70 vistos gold, menos 11 do que em janeiro, no total de 46,2 milhões de euros. O Brasil lidera a tabela, com 15 vistos dourados concedidos. Logo a seguir a China, (oito), Turquia (sete), África do Sul (cinco) e Líbano (quatro). Do total de vistos atribuídos, 64 (91%) foram concedidos através da aquisição de imóveis, num total de 39,2 milhões de euros, de acordo com a mesma publicação.

O abrandamento do investimento chinês poderá ser explicado pela epidemia do coronavírus, que continua a espalhar-se um pouco por todo o mundo, mas também pelas novas regras do Governo, que decidiu por fim ao regime nas duas principais cidades do país, Lisboa e Porto.

Os números não surpreendem Hugo Santos Ferreira, vice presidente Executivo da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII). “O anúncio da autorização legislativa começou a afastar uma série de investidores” do país, refere. Para o representante dos promotores, “estar a obrigar os investidores a colocar capital onde não desejam só vai ter uma consequência: levá-los a procurar outros países, ditando o fim do programa”.