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Como equilibrar o orçamento familiar no cenário pós-moratórias

Prevenção é palavra de ordem, com ou sem crise pandémica. Apresentamos alguns conselhos que podem ser úteis para evitar entrar em sobre-endividamento.

Imagem de Tumisu por Pixabay
Imagem de Tumisu por Pixabay
Autor: Redação

Muitas famílias e empresas recorreram às moratórias bancárias criadas pelo Governo para dar resposta à crise da pandemia da Covid-19. Mas este regime, que permite suspender o pagamento de prestações ao banco, nomeadamente as relativas ao crédito à habitação, vai chegar ao fim este ano – o Executivo está a estudar, no entanto, a possibilidade de vir a ser prolongado. Como prevenção é palavra de ordem, com ou sem crise pandémica, apresentamos alguns conselhos que podem ser úteis para evitar entrar em sobre-endividamento.

A verdade é que com o aproximar do fim das moratórias, que serviram de balão de oxigénio para muitos portugueses, é importante “jogar em antecipação”, que é como diz, adotar um conjunto de estratégias que possam ajudar a equilibrar o orçamento quando for retomado o pagamento das respetivas despesas.  

Mostramos em baixo, com a ajuda do UNIBANCO, um conjunto de quatro dicas que podem ser muito úteis para preparar do fim das moratórias bancárias.

“Se há algo que o ano de 2020 nos ensinou é que devemos estar preparados para todo o tipo de imprevistos. E esta é uma lição especialmente importante no que respeita a questões financeiras, já que uma gestão cuidada do dinheiro disponível não só é responsável, como é também uma forma de conseguir concretizar objetivos, tranquilizar e, sobretudo, evitar sobressaltos. Esta gestão financeira torna-se ainda mais importante nos dias de hoje, sobretudo com a aproximação do fim das moratórias, que está previsto acontecer, no caso dos créditos pessoais, até 30 de junho deste ano. O retomar das nossas habituais despesas com crédito pode representar um embate significativo no orçamento familiar e, em alguns casos, ao maior risco de endividamento”, refere, em comunicado, a entidade.

“Seja para o fim das moratórias (...) ou para outro qualquer período do ano, importa manter uma gestão responsável do orçamento familiar e das suas soluções de crédito, quer para prevenir o risco de endividamento, quer para conseguir poupar dinheiro que lhe permita concretizar as suas metas financeiras há muito desejadas da forma mais consciente”, lê-se no documento.

1 – Começa por “fazer contas à vida”

Independentemente da situação laboral em que te encontras, o primeiro passo quando o tema são finanças pessoais é fazer contas aos rendimentos, sejam eles rendimentos do agregado familiar, rendas, subsídios ou prémios, mas também às poupanças, ações e dividendos. Todos estes valores podem ser colocados num documento que seja de fácil acesso e atualizado frequentemente.

2 – Gere as tuas despesas com a tática do 10-30

O passo seguinte é identificar as despesas e geri-las de forma responsável (poderás, por exemplo, listar as despesas do crédito pessoal através da respetiva app). O principal segredo para este ponto passa por controlar regularmente as dívidas e pagamentos fixos, e para isto há dois valores a ter como referência: por um lado, coloca de parte, no início de cada mês, um mínimo de 10% dos teus rendimentos, para teres sempre uma margem de poupança; por outro lado, controla as dívidas, nomeadamente as despesas com cartões de crédito, prestações, entre outras, para garantir que estas não ultrapassem um máximo de 30% do teu rendimento. Para este último ponto, poderá ser oportuno, por exemplo, rever os contratos de serviços que tens subscritos, como eletricidade, televisão, etc.

3 – Cria uma “lista de espera” para outros gastos

Todos os compromissos ou desejos que não são essenciais (remodelações na casa, um novo eletrodoméstico, etc.) devem entrar numa “lista de espera”. Essa lista só será satisfeita quando houver margem de manobra suficiente no orçamento, ou seja, após o pagamento das despesas e de colocar de parte o valor atribuído destinado à poupança. Quando isso acontecer, define, primeiramente, um montante como meta a alcançar, para facilitar o processo de poupança. Depois, adota um conjunto de medidas para conseguir alcançar esse objetivo, como por exemplo rentabilizar a comida de sobra para novas refeições, ou fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado.

4 – Antecipa-te a situações de maior dificuldade

Se as contas começarem a acumular e for difícil controlar o orçamento e pagar as despesas do dia a dia, a melhor estratégia é ter uma atitude preventiva. Por um lado, e se a dificuldade em poupar está no pagamento das prestações de diferentes créditos, considera aderir ao crédito consolidado, que lhe permite juntar todos os outros créditos num só, de forma a ter uma única mensalidade e mais reduzida. Por outro lado, e se for possível antecipar a dificuldade de pagamento dos compromissos financeiros, deves alertar a instituição financeira responsável. Para estas situações existe uma rede de apoio ao cliente, onde é possível obter informação, aconselhamento e acompanhamento para situações relacionadas com o risco de sobre-endividamento.