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O banco das pessoas mais ricas do mundo chama-se Pictet - e está sediado na Suíça

Nos seus tempos áureos, o banco apresentava retornos sobre o património acima de 40%. Hoje, a rentabilidade é inferior a 20%.

Imagem de Buffik por Pixabay
Imagem de Buffik por Pixabay
Autor: Redação

A Suíça é o país da origem daquele que é o banco que gere os ativos das pessoas mais ricas do mundo – o Banque Pictet & Ci. Já se somam dois séculos de atividade centrada no cuidado discreto destas fortunas, que é liderada por um pequeno grupo de sócios. Só em ativos sob gestão o banco guarda 600 mil milhões de francos (cerca de 548 mil milhões de euros).

Um dos destaques do Pictet é o seu nível de rentabilidade. Durante vários anos o banco suíço conseguiu obter um retorno sobre o património acima de 40% - um número surpreendente. Embora este indicador tenha caído para valores entre os 16% e 21% nos últimos cinco anos, ainda supera o UBS, Credit Suisse e Julius Baer, aponta a Bloomberg citada pela imprensa portuguesa.

Na sua longa história só 43 indivíduos ascenderem ao cargo de sócio-gestor deste banco sediado em Genebra – e a média de permanência neste cargo é de 20 anos. Um dos mais recentes a juntar-se ao clube foi Boris Collardi, que anteriormente ocupava o cargo de CEO no banco privado Julius Bear. A sua entrada foi como uma lufada de ar fresco para o banco entrar no “novo mundo das finanças globalizadas”, onde os sócios de Pictet “querem estar presentes internacionalmente, querem crescer, querem apresentar-se como modernos, mas não muito”, explica Pedro Araújo, investigador sénior da Universidade de Friburgo, que salienta que o tradicionalismo associado ao banco será para manter.

Essa mudança começou pouco tempo depois: Boris Collardi conseguiu atrair equipas quase completas do Médio Oriente e América Latina para o banco, somando 100 trabalhadores. Contas feitas, no final do ano passado, os banqueiros de gestão de património do Pictet haviam aumentado para 1.098 em relação a 740 apenas cinco anos antes, refere ainda a Bloomberg.

Para crescer, Pictet precisa ainda de olhar com atenção para o mercado asiático, adotando novos ativos de investimento que apresentam um considerável risco associado. Já mexer na sua estrutura corporativa não está propriamente nos planos do banco suíço, até porque a entrada de um novo sócio requer a compra de uma participação significativa da empresa. Para o fazer, os sócios veteranos fornecem um empréstimo ao membro mais novo, que os reembolsam ao longo do tempo.

A verdade é que a concorrência continua a crescer. E os níveis de rentabilidade do banco já caíram para menos de 20%. Com isto, os funcionários acabam por sentir o seu impacto na remuneração, dado que está ligada aos resultados anuais. E quando a participação nos lucros dos funcionários diminui, também cai a dos sócios, referiu o Pictet.