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Primeiro-ministro desconfortável com deputado do PSD como "chairman" do BES

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foi apanhado de surpresa e não gostou de saber que o deputado do PSD, Paulo Mota Pinto, foi indicado para ser o novo "chairman" do Banco Espírito Santo (BES), no âmbito das alterações que estão a ser preparadas para a cúpula de poder desta instituição financeira.

A nomeação do jurista e deputado do PSD para ir desempenhar um cargo no BES está a causar algum incómodo em Pedro Passos Coelho, segundo escreve o Dinheiro Vivo. O líder do Governo terá mesmo rejeitado ajudar Ricardo Salgado e tem procurado distanciar-se dos problemas que têm afetado o Grupo Espírito Santo.

A administração do GES terá pedido, recentemente, a Pedro Passos Coelho que governo e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) avaliassem a possibilidade de o banco público liderar um sindicato bancário nacional que investisse cerca de 2,5 mil milhões de euros no Espírito Santo Internacional e na Rio Forte, que é hoje a holding central do grupo. Embora o Executivo continue a acompanhar com preocupação as sucessivas notícias sobre o grupo, o governo não se quer envolver e acabou por rejeitar a ajuda.

De acordo com  Dinheiro Vivo que é pelo distanciamento que Passos Coelho procurado ter do caso que o terá levado a não ver com bons olhos a disponibilidade de um membro do seu partido de assumir um cargo num banco privado.

Paulo Mota Pinto, além de presidir a Comissão Parlamentar de Assuntos Europeus, é presidente Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP).

"Caso seja eleito, quando iniciar essas funções (no BES), cessarei de imediato o exercício das funções públicas que venho exercendo", adiantou o antigo juiz do Tribunal Constitucional.

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