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5 dicas para negociares as tuas dívidas

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Autor: Redação

Artigo escrito por joao.raposo@reorganiza.pt, partner da Reorganiza, para o idealista/news, no âmbito da rubrica “Trocado por Miúdos”.

Muito se tem falado sobre a renegociação das dívidas. Seja a dívida de Portugal, da Grécia ou de vários países pelo mundo fora todos falam da necessidade urgente de renegociar as suas dívidas. Um dos casos mais dramáticos e que passou relativamente despercebido nas notícias nacionais foi o recente caso de falência de Porto Rico. Mas um indivíduo também pode renegociar as suas dívidas? Pode e é fácil!

A negociação das dívidas é algo que deve ser feito com o propósito de corrigir excessos de endividamento e com a poupança obtida canalizar para um reequilíbrio do orçamento familiar.

Aspetos que deves ter em consideração antes de avançares para a negociação das dívidas:

1 – Os bancos existem para fazer negócio

É uma verdade universal, mas por vezes parece que há pessoas que se esquecem: os bancos não são uma Santa Casa da Misericórdia. É frequente ouvir expressões como “o banco ajudou-me”. Mas isto é uma falácia. Não tendo nada contra os bancos o que é importante reforçar é que os bancos, mesmo que facilitem em algumas situações, não existem para outra coisa que não seja gerar lucro. Relembrar esta verdade é importante para perceberes que as negociações de dívidas com os bancos, na generalidade dos casos, são alívios de curto prazo mas que poderão vir a refletir-se em encargos mais avultados. 

– A poupança deve ter o propósito de continuar o desendividamento

Quando consegues uma poupança em alguma prestação mensal deves ter presente que essa poupança não é sinal de aumento do teu poder de compra. Como foi dito no ponto acima, muitas vezes estas reduções implicam prolongamento de prazos que fará com que fiques mais tempo a pagar o crédito. Contudo, se em vez de utilizares a poupança para aumentar o consumo, utilizares a poupança para que daqui por 1, 2 ou 3 anos consigas ter o dinheiro necessário para liquidar antecipadamente o crédito em questão, estás a atuar de forma correta e aqui sim, estás a caminhar para o processo desejado de desendividamento.

– Termina primeiro com os créditos de taxa de juro mais elevada

Podes definir a taxa de juro de qualquer crédito como o preço do dinheiro. Por isso, quanto mais elevada é a taxa de juro mais caro é esse crédito. Com as taxas de juro muito elevadas estás a pagar muito de juros e a diminuir pouco do capital em dívida. Mesmo que não seja a prestação mais elevada que tenhas, se liquidares primeiro os créditos que têm a taxa de juro mais elevada estás a terminar com aqueles que são os mais caros e que demorarão mais tempo a reduzir o capital em dívida.

– Existe legislação que te protege

Infelizmente há muitos portugueses que não têm conhecimento do decreto Lei n.º 227/2012, de 25 de outubro, em que foi estabelecido as regras e motivos para os devedores negociarem as suas dívidas sem lhes ser cobrado comissões por essas análises. Esta legislação prevê um Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI) assim como, para clientes que já estejam em incumprimento um Procedimento Extrajudicial para Regularizar Situações de Incumprimento (PERSI). 

– Consultores financeiros podem potenciar os ganhos

Todos os portugueses têm acesso a negociar com os bancos e instituições de crédito melhores condições para os seus créditos. No entanto, existem empresas e organismos públicos que estão especializados em negociar as dívidas dos portugueses. A Reorganiza é uma das empresas que está no mercado com uma forte experiência e ótimos resultados na redução dos encargos financeiros dos portugueses. Podes pedir a um consultor da Reorganiza uma consulta de diagnóstico gratuito para perceberes quais os potenciais ganhos que obterás com a renegociação das tuas dívidas.