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Ronaldo acusado de fugir aos impostos em Espanha

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Autor: Redação

Cristiano Ronaldo acaba de ser acusado, secção de delitos económicos da Fiscalía Provincial de Madrid, por quatro delitos de fraude fiscal que terão sido cometidos pelo futebolista entre 2011 e 2014. O capitão da seleção portuguesa e jogador do Real Madrid, através do uso de paraísos fiscais, terá lesado o Estado espanhol num valor total de 14,76 milhões de euros.

O futebolista português, o atleta mais bem pago do mundo, terá usado uma estrutura societária criada em 2010, um ano depois de ter sido contratado pelo Real Madrid e quando passou a ter residência fiscal no país vizinho, para "ocultar ao Fisco as receitas geradas em Espanha" através dos seus direitos de imagens.

Em dezembro do ano passado, alguns documentos confidenciais com origem no Football Leaks deram conta de pagamento de menos impostos do que os devidos na transferência dos direitos de imagem. Em 2009, o futebolista cedeu esses direitos a uma empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, depois transferidos e retransmitidos entre várias sociedades. E apenas uma pequena parte desses direitos, avaliados em 150 milhões de euros, foi tributada em Espanha.

Fiscalia de Madrid apoia-se em Messi para acusar Ronaldo

O internacional português terá utilizado, na tributação aos direitos de imagem através de paraísos fiscais, as mesmas sociedades que foram usadas por Radamel Falcão, Fábio Coentrão, Di María e Ricardo Carvalho, todos jogadores agenciados por Jorge Mendes. Todos foram visados por averiguações judiciais, sendo que o lateral esquerdo, que jogou no Rio Ave e no Benfica, já foi indiciado por fraude fiscal.

Nesta acusação contra Ronaldo, a Fiscalía Provincial de Madrid apoia-se expressamente na "jurisprudência mais recente", que resultou na condenação do argentino Lionel Messi a 21 meses de prisão também por fuga ao Fisco. E assim indicia ser fraudulenta "a apresentação de um sujeito passivo no imposto que é diferente do real, localizado no estrangeiro, o que favorece a ocultação de informação às Finanças".