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Fisco aperta o cerco à mediação imobiliária, alojamento local e construção

Photo by Ricardo Resende on Unsplash
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Autor: Redação

Mais de dois mil funcionários da Autoridade Tributária estão a ser alocados para reforçar o combate à fraude fiscal e a mediação imobiliária, a par da construção e do alojamento local fazem parte da lista de setores a que o Fisco quer apertar o cerco. Mas não só: a restauração, a hotelaria, o transporte de passageiros em veículos ligeiros e as transferências no futebol, entre outras atividades, fazem também parte dos alvos.

Esta iniciativa de aumentar as ações de fiscalização sobre determinados setores da economia faz parte do Plano Nacional de Atividades da Inspeção Tributária e Aduaneira e tem como objetivo que o Estado possa corrigir 1.338 milhões de euros em impostos até ao final do ano, através do combate à fraude, segundo noticia o Jornal Económico.

Cerco apertado também aos programas de faturação

As futuras ações da Inspeção Tributária prendem-se com a perceção de um elevado índice de fraudes sobretudo na venda de casas, no alojamento local, na construção civil e na hotelaria. 

Segundo o Plano Nacional, citado pelo semanário, 40% das ações de fiscalização serão efetuadas na rua e na maioria das quais em colaboração com outras entidades como a GNR, PSP, ASAE, Autoridade para as Condições do Trabalho e Centros Regionais de Segurança Social.

Por outro lado, o Plano Nacional de Atividades da Inspeção Tributária e Aduaneira determina o aumento do controlo dos programas de faturação, sobretudo das operações realizadas online e, para isso, o Fisco promete que vai manter apertado o cerco aos programas de faturação, visando a deteção de software fraudulento para anulação de certificados.