Sistema fiscal português continua longe da média da OCDE

Apesar de ter melhorado face ao ano anterior, Portugal continua entre os países com maior pressão fiscal.
Índice de competitividade fiscal 2025
Fonte: ECO

O sistema fiscal português é o sexto menos competitivo entre os 38 países da OCDE, segundo o Índice de Competitividade Fiscal 2025 da Tax Foundation. Apesar de ter melhorado face ao ano anterior, subindo do 35.º para o 33.º lugar, Portugal continua entre os países com maior pressão fiscal e complexidade, sobretudo no que diz respeito à tributação das empresas e aos impostos sobre rendimentos elevados.

De acordo com o ECO, o índice analisa cinco áreas: 

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  • Impostos sobre propriedade (20.º);
  • Consumo (21.º);
  • Rendimentos individuais (21.º);
  • Tributação internacional (32.º);
  • Empresas (36.º). 

O relatório destaca algumas melhorias recentes, como a redução do imposto sobre mais-valias de longo prazo de 28% para 19,6%, a descida da taxa máxima de IRC de 31,5% para 30,5% e a liberalização da dedução de juros nocionais.

Contudo, o estudo sublinha fraquezas estruturais, nomeadamente o peso e a complexidade do imposto sobre empresas, a elevada taxa máxima de 53% sobre os rendimentos individuais no escalão mais alto e a inexistência de limites para contribuições sociais. Estas características colocam Portugal atrás de países como Estónia, Letónia e Nova Zelândia, que combinam taxas mais baixas, maior simplicidade e incentivos fiscais mais claros.

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