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Vilamoura vendida à Lone Star por 200 milhões de euros

Autor: Redação

A Lusort, empresa espanhola detida pelo Catalunya Banc que tinha os ativos imobiliários de Vilamoura - os já existentes e os terrenos ainda por construir - e também a concessão da marina de Vilamoura, foi vendida aos norte-americanos da Lone Star, conforme já tinha noticiado o idealista/news. O negócio terá sido fechado por 200 milhões de euros. 

De acordo com o Dinheiro Vivo (DV), a gestora de fundos de vários tipos, alguns deles imobiliários – foi fundada no Texas em 1995 e soma já 14 fundos, com ativos avaliados em 54.000 milhões de dólares – pagou ao Catalunya Banc pouco mais de 200 milhões de euros, três vezes menos do que teriam pago há cinco anos e também menos que os 360 milhões que os espanhóis deram ao anterior proprietário, o empresário André Jordan.

“Vilamoura tinha de ser barato. Nos 2.000 hectares disponíveis, há 700.000 m2 onde se pode construir. É o equivalente a um terço de todos os edifícios construídos no Parque das Nações e por isso requer muito investimento da parte dos novos proprietários”, revelou uma fonte do mercado, citada pelo DV.

Por outro lado, é por existir todo este potencial de construção que o valor investido pela Lone Star é considerado baixo. Nos 700.000 m2 está previsto, há já mais de dez anos, nascer a “Cidade Lacustre”, um resort de luxo construído “sobre lagos e canais navegáveis”. A ideia é fazer três lagos artificiais salgados ao lado da marina, construindo as casas mesmo sobre a água para que só sejam acessíveis de barco, escreve a publicação.

Ainda assim, o negócio da venda de parte de Vilamoura aos norte-americanos já está a bater recordes. Segundo a CBRE, que mediou a operação, “a transação, executada no dia 26 de março, constitui a maior operação no setor do turismo em Portugal dos últimos 10 anos”.

Momento de viragem no concelho

Para o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, “a venda de Vilamoura pode representar um momento de viragem para o concelho e para o Algarve”. Segundo o responsável, esta transação vai permitir “reorganizar” a oferta e “pode significar uma retoma da atividade económica com uma melhoria do nível de empregabilidade”. 

Também André Jordan, um dos mentores de Vilamoura, está satisfeito com o negócio. “Dos contactos que já tive com eles, sei que estão empenhados em investir, em chamar outros investidores e em desenvolver e promover o projeto e a região”, disse, citado pela publicação. 

Para o empresário, mais importante que o valor da venda é a venda em si e a um investidor que quer “avançar com o projeto”, já que a “Lusort não estava a fazer nada”.