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Arranha-céus de 21 pisos desenhado por Manuel Salgado com luz verde para nascer no Parque das Nações

Futura torre de 92 metros à frente da Gare do Oriente em projeto - imagem divulgada pelo jornal Público.
Autor: Redação

Projetado em 2008 por Manuel Salgado, atual vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa (CML), o empreendimento imobiliário que contempla a construção de quatro torres no Parque das Nações, em frente à Gare do Oriente, recebeu agora luz verde da autarquia para avançar.

O Público noticia que a Câmara já aprovou pedido de informação prévia para projeto que inclui torre de Manuel Salgado, detalhando que o plano está em discussão pública até 16 de outubro. De acordo com a documentação em discussão serão ali erguidos três prédios com 21, 18 e 13 pisos, aos quais acrescem dois pisos de embasamento, e mais dois de 3 e 11 pisos. 

O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, segundo diz o jornal, não interveio na discussão e na votação da proposta subscrita pelo presidente da câmara, Fernando Medina, dado que foi o autor, antes de entrar para o executivo municipal, em 2008, dos projectos de alguns dos edifícios a construir no local. 

O edifício mais alto terá 92 metros de altura e foi projetado por Manuel Salgado para a Turifene, uma imobiliária que pertencia à Sociedade Lusa de Negócios, proprietária do BPN.

Em que consiste o projeto?

O município especifica, na documentação citada pelo jornal, que serão ali admitidos os usos “terciário, indústria, logística, turismo, investigação, equipamentos e habitação” e só pode ocorrer “desde que a habitação se insira em programa de fogos sujeitos a valor máximo de renda ou preço de venda”.

Prevê-se, também, a criação de um espaço verde público, entre o Rossio dos Olivais, Centro Comercial Vasco da Gama e Gare do Oriente. Propõe-se ainda a criação de estacionamento público (com 327 a 421 lugares) e privado (76 a 136 lugares). 

A edificabilidade a autorizar para o local resulta de compromissos assumidos em 1996 entre a autarquia, a Parque Expo e os proprietários, que nessa altura cederam parte dos seus terrenos para a construção dos acessos à Expo-98, detalha ainda o Público.