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Pavilhão do Beira-Mar convertido em condomínio de luxo

Autor: Redação

Onde antes estava o Pavilhão do Beira-Mar, no centro de Aveiro, junto à ria, vai nascer um edifício de 12 apartamentos de luxo, pela mão de uma família luso-americana que vai investir perto de cinco milhões de euros no empreendimento. As obras na antiga infraestrutura desportiva, que o clube de futebol da segunda divisão distrital perdeu por dívidas, já arrancaram e deverão estar concluídas em meados de 2018. 

O Jornal de Notícias, que avança com a história, conta que o pavilhão foi penhorado e chegou a ser colocado em venda judidal, mas acabou por ficar na posse dos dois ex-dirigentes do Beira-mar que o venderam "sem ganhar dinheiro", por falta de outros interessados.

O investidor por detrás do atual projeto imobiliário é a "Santos Mártires, Lda", empresa pertencente a um emigrante natural do sul do distrito de Aveiro que continua a viver nos Estados Unidos que, segundo escreve o jornal, já tem uma grande investimento na área agrícola (olival) no sul do distrito de Aveiro. 

Projetado pelo arquiteto aveirense Ricardo Vieira de Melo, o edifício de linhas modernas, que demorou três anos para ser licenciado, contempla 12 apartamentos (T3, T4 e T5), distribuídos por três pisos. Além da área que ocupa (2750 metros quadrados), o empreendimento contará com estacionamento na cave e uma área de lazer (piscina de 12 metros, ginásio e sauna).

Beira-Mar falido

No início do ano passado, o clube de futebol do Beira-Mar foi declarado insuficiente pela Comarca de Aveiro, depois de em 2014 a maioria dos credores ter chumbado o Processo Especial de Revitalização (PER).

O maior credor do Beira-Mar era, segundo escrevia então o Jornal de Notícias, o município de Aveiro, que reclamava o pagamento de uma dívida de cerca de um milhão de euros. Logo a seguir devia à Fazenda Nacional, com 260 mil euros, e à Federação Portuguesa de Futebol, com 182 mil euros.

Entre os credores, estavam ainda vários ex-dirigentes do Beira-Mar, nomeadamente Caetano Alves, José Cachide, Carlos Nuno Pereira, Mano Nunes e Manuel Simões Madaíl, que reclamavam na totalidade mais de 750 mil euros por empréstimos concedidos ao clube.