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Banco de Portugal negoceia compra de terrenos nas Laranjeiras para nova sede

Sede histórica do BdP na Rua de São Julião, na Baixa, mantém-se (Foto: Público).
Sede histórica do BdP na Rua de São Julião, na Baixa, mantém-se (Foto: Público).
Autor: Redação

O BCP está a negociar com o Banco de Portugal a venda de uns terrenos na zona das Laranjeiras/Alto dos Moinhos, onde o regulador do sistema financeiro pretende instalar a sua nova sede. Em causa está um conjunto de ativos imobiliários que chegaram a pertencer à família açoriana Bensaúde e que foram parar às mãos do BCP, depois de terem passado pelo património do falido empresário Carlos Saraiva.

O Banco de Portugal, segundo conta o Observador, tem como objetivo manter a sede histórica na Rua de São Julião, na Baixa, reabilitada no final da década passada e onde está o Conselho de Administração do Banco, a par do Museu do Dinheiro adjacente.

O novo projeto do supervisor liderado por Carlos Costa, que precisa ainda de luz verde da Câmara Municipal de Lisboa, passa por construir um grande edifício que centralize os serviços e gabinetes, atualmente, dispersos por dois blocos principais de escritórios.

Hoje em dia, e tal como relata o jornal, os serviços e gabinetes estão divididos entre o Edifício Portugal, na Avenida Almirante Reis - um imóvel onde trabalham mais de 800 pessoas e que tinha sido projetado para ser um hospital - e a Rua Castilho, onde a instituição arrendou escritórios para concentrar as novas atividades relacionadas com a supervisão e onde trabalham cerca de 400 pesssoas.

Além destas, o Banco de Portugal tem unidades dispersas em zonas como os Olivais (centro de recuperação de desastres) e a Avenida da República (fundo de pensões).

No total, indica o Observador, a nova sede deverá acolher as cerca de 1.400 pessoas que trabalham no Banco de Portugal e o investimento - cujo valor não é público - deverá ser rentabilizado em três décadas, com base nos ganhos de gestão e eficiência previstos.