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Mega projeto imobiliário vai fazer renascer o Cais do Ginjal, em Cacilhas

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Autor: Redação

Casas, lojas, jardins, espaços culturais, restaurantes e hotéis, beneficiando daquela que é talvez a melhor vista panorâmica sobre Lisboa. Este é o projeto para transformar a degradada zona ribeirinha do Cais do Ginjal, em Cacilhas, numa zona agradável para se viver e passear - à semelhança do que acontece já Cais de Gaia, no Porto, por exemplo. O Plano de Pormenor vai entrar em discussão pública na Câmara Municipal de Almada e prevê a reabilitação total dos antigos armazéns, um passeio à beira-rio com mais de um quilómetro.

O projeto prevê a construção de edifícios de habitação, com casas para quase 700 pessoas, sendo Samuel Torres de Carvalho o arquiteto responsável. O promotor imobiliário é o grupo madeirense AFA, que será responsável por desenvolver uma área de mais de 15 mil metros quadrados de espaço.

Também está programada a ampliação e reabilitação total do cais, com a criação de novas praças, numa área total de oito hectares que vai ser alterada. E será construído um parque de estacionamento com cerca de 500 lugares, na zona que é ocupada pela Casa da Juventude e que será demolida. 

Já a antiga fábrica de óleo de fígado de bacalhau será convertida num hotel e também vão ser construídos edifícios de habitação, com casas para 693 pessoas. O arquiteto responsável pelo projeto é Samuel Torres de Carvalho.

A câmara municipal prevê ainda a criação de espaços de cinema e teatro, bem como mercados para as artes.

A discussão pública na autarquia prolonga-se até janeiro de 2018. Ainda não há datas previstas para o arranque das obras nem valores estimados para o investimento, mas o projeto só deve estar concluído em 2027.

A ideia é aproveitar o “clima económico favorável ao investimento e que se traduz em Almada numa procura crescente por parte de investidores interessados nesta área”. Nas palavras do Presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas, este projeto permitirá aumentar o espaço público e a segurança, manter a memória histórica daquele local, que existe desde 1845, e consolidar a arriba, “ao mesmo tempo que valoriza o território e o bem-estar de quem cá vive e trabalha, através da criação de mais postos de trabalho, conseguindo-se também uma maior atratividade para o concelho e para a região”.