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Projeto Almada Nascente já tem investidores estrangeiros interessados

Autor: Redação

O projeto imobiliário Almada Nascente, da autoria de Richard Rogers e do atelier Santa Rita e que implica a reconversão urbanística do território da Margueira (no Sul de Lisboa) está já a despertar o interesse de investidores de várias nacionalidades, entre os quais chineses, ingleses, franceses e norte-americanos. Mas a titularidade dos terrenos está a ser um problema ao seu desenvolvimento. A questão terá de ser solucionada entre a Administração do Porto de Lisboa, a Parpública e o Governo.

"É urgente resolver o assunto da titularidade do território da Margueira. Podemos promover um território quando é nosso, quando não é torna tudo muito complicado", alertou esta semana o autarca da Câmara Municipal de Almada, Joaquim Judas, em conferência de imprensa, dando nota do interesse dos investidores estrangeiros.

A Margueira, tal como explica a agência de notícias, integra - juntamente com a Quimiparque, no Barreiro, e a Siderurgia, no Seixal - o projeto Arco Ribeirinho Sul, que prevê a requalificação das três antigas áreas industriais, num projeto a cargo da empresa Baía do Tejo, do universo Parpública (empresas detidas pelo Estado). Os territórios localizados no Barreiro e no Seixal são geridos pela Baía do Tejo.

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, afirmou em setembro de 2016, que tinha o objetivo de resolver os problemas administrativos que envolvem o território da Margueira, em Almada.

"Existe um plano ambicioso para resolver problemas de natureza administrativa, nomeadamente no município de Almada, onde existem pareceres que têm que ser dados a propósito do plano para o território. Vamos tentar ser um factor de aceleração para que se possam materializar os ambiciosos projetos", salientou, na, ocasião o governante.