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CGD vende Artland à tailandesa Indorama Ventures por 28 milhões

Wikimedia commons
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Autor: Redação

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vendeu a insolvente Artlant – a fábrica de petroquímica de Sines a quem emprestou mais de 500 milhões de euros –  ao grupo tailandês Indorama Ventures. O negócio terá sido fechado por 28 milhões de euros.

“A Caixa congratula-se com o anúncio da aquisição dos ativos da Artlant, empresa química relevante na zona de Sines, por um líder mundial da indústria petroquímica”. É assim que a CGD reage à venda da Artlant à petroquímica tailandesa Indorama Ventures. “A Caixa nunca deixou de apoiar, durante os últimos anos em que a empresa passou por graves dificuldades, a continuação desta fábrica, bem como a manutenção de mais de uma centena de postos de trabalho diretos”, acrescenta num comunicado.

Ainda que o valor não tenha sido revelado, o jornal ECO avançou com a notícia de que a Indorama pagou 28 milhões ao banco estatal. Ainda assim, o montante não compensará aquilo que a CGD investiu, cerca de 500 milhões de euros (que agora ficam por pagar).

Para o banco público, escreve o Negócios, a operação de venda do complexo é "importante para o país, pelo caráter exportador da empresa, com capacidade para exportar até 700 mil toneladas de ácido tereftálico purificado (PTA), com impacto no crescimento do PIB".

De recordar que a Artlant foi declarada insolvente pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa no final de julho, dois anos depois de ter entrado em Processo Especial de Revitalização (PER). De acordo com uma lista provisória de credores da Artlant, publicada no portal Citius, a CGD tinha o maior valor de créditos reclamados: somavam 520.660.890,77 euros.