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Fundos imobiliários: investidores vão poder resgatar capital a cada dois meses em vez de meio ano

Autor: Redação

A partir do próximo mês, quem decidir investir em fundos de investimento imobiliário, em vez de ficar meio ano com o capital bloqueado, terá apenas de esperar pelos dois primeiros meses da aplicação. O período de resgate do dinheiro investido em fundos imobiliários vai ser reduzido, no âmbito das alterações previstas para a figura das “janelas de resgate”, criada há três anos.

Até à introdução desta figura, “os fundos tinham subscrições e resgates desde todos os dias até ao prazo que quisessem, a maior parte tinha subscrições e resgates diários", explica Pedro Coelho, gestor do CA Património Crescente, citado pelo Jornal de Negócios.

O responsável considera que a redução temporal dos resgastes agora em curso positiva, uma vez que a imposição de obstáculos pode tornar os produtos de investimento menos atrativos.

CMVM vai rever regulamento dos fundos

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) quer concentrar num só documento a regulamentação dispersa em diferentes regulamentos relativos aos Organismos de Investimento Coletivo (Mobiliários e Imobiliários) e Comercialização de Fundos de Pensões Abertos de Adesão Individual.

O regulador pretende adequar a regulação às mudanças que serão implementadas com a transposição da nova diretiva para os mercados financeiros, como também aumentar a transparência e as regras de comunicação aos clientes ao nível da comissão de gestão variável.

As sociedades gestoras apenas poderão cobrar este encargo, por exemplo, "após a quantificação efetiva do respetivo montante, sem prejuízo do seu reconhecimento periódico no património do organismo de investimento coletivo", de acordo com o documento que a CMVM colocou em consulta pública.

Ganhos de 4%

A recuperação no preço do imobiliário tem permitido ganhos neste tipo de produtos. No prazo de um ano, o número de participantes em fundos de investimento imobiliário atraiu mais de 26 mil investidores. 

Os fundos abertos de rendimento levam uma rendibilidade média de 3,94% nos últimos 12 meses, segundo os dados mais recentes da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) relativos a maio, citados recentemente pelo Diário de Notícias.

Já na categoria de fundos abertos de acumulação, a rendibilidade média é de 2,49%. Apesar dessa recuperação, no acumulado dos últimos três anos, o retorno é praticamente nulo.