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Conversão do Quartel da Graça em hotel com 13 candidatos através do Revive

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Autor: Redação

O programa Revive recebeu 13 candidaturas para a transformação do Quartel da Graça, em Lisboa, num hotel de cinco estrelas. Os candidatos qualificados – o prazo para apresentação de candidaturas terminou dia 6 de março de 2019 – terão 25 dias para apresentar propostas.

Segundo o Jornal de Negócios, que se apoia em dados da Secretaria de Estado do Turismo, o Quartel da Graça foi o imóvel que mais interesse despertou junto de potenciais investidores no âmbito do programa Revive, em que o Estado concessiona património classificado para ser explorado para fins turísticos.

“O Quartel da Graça (…) é um dos 33 imóveis inscritos no Revive, um programa conjunto dos ministérios da Economia, Cultura e Finanças com a colaboração das autarquias locais. Pretende-se com este programa valorizar e recuperar o património sem uso, reforçando a atratividade da região”, lê-se no site da iniciativa.

As condições para as candidaturas preveem a concessão por 50 anos e o pagamento de uma renda anual mínima de 332.604,24 euros. Em causa está uma área total para construção de cerca de 15.500 metros quadrados (m2).

Relativamente à concessão da ala sul do Mosteiro de Arouca, recebeu uma única proposta, tendo o concurso encerrado a 21 de fevereiro, escreve a publicação, salientando que está em causa uma área bruta de construção de cerca de 5.750 m2. O contrato de concessão tem também a duração de 50 anos e a contrapartida anual mínima exigida é de 9.500 euros anuais.

Relativamente à concessão do Convento de São Francisco, em Portalegre, terminou sem receber propostas. O valor base de renda, que era de 60 mil euros anuais, terá “afugentado” os interessados, adiantou fonte oficial da Secretaria de Estado do Turismo, adiantando que “será feita nova avaliação ao imóvel e lançado novo concurso”.

“Luz verde” para o Revive Internacional  

Entretanto, os governos de São Tomé e Moçambique decidiram replicar o programa Revive. De acordo com o Dinheiro Vivo, a decisão terá sido tomada depois dos dois países terem recebido visitas oficiais, durante as quais já foram identificados edifícios que podem ser concessionados a privados. 

“Já foram feitas visitas técnicas a Moçambique e São Tomé e Príncipe para identificação de patrimonio”, confirmou a secretaria de Estado do Turismo. Segundo o gabinete de Ana Mendes Godinho, “o programa Revive Internacional está neste momento em fase de construção, estando a ser identificado o património que pode integrar o programa em Marrocos, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique”.