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Apostar em fundos de investimento imobiliário já merece a pena - rentabilidades até 7%

Luca Dugaro/Unsplash
Luca Dugaro/Unsplash
Autor: Redação

Apostar em fundos de investimento imobiliário pode ser agora mais vantajoso que investir no mercado de imóveis. Um cenário que não se verificava há dois anos. A garantia é dada pela Deco Proteste, que considera que os referidos fundos recuperaram em 2018, oferecendo rentabilidades que chegaram aos 7%. 

No ano passado, a quase totalidade dos fundos abertos conseguiu melhorar a rentabilidade. Segundo a Deco Proteste, num artigo publicado no Jornal de Negócios, no ano passado, dos 12 fundos analisados, 6 valorizaram acima dos 4%. “Ainda assim, não estão a acompanhar o comboio da valorização do setor imobiliário, até porque não investem só no mercado residencial”, explica a entidade.

Dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) permitem concluir que, no final de novembro de 2018, a categoria com a melhor rentabilidade média foi a dos fundos abertos de rendimento. A valorização, no período de um ano, foi de 4,5% (1,6% em 3 anos).

A taxa de ocupação dos imóveis é um indicador fundamental na análise destes produtos. Se as sociedades gestoras não tiverem os imóveis arrendados, não geram ganhos para os investidores, explica a Deco Proteste, salientando – apoiando-se em relatórios disponíveis na CMVM – que o número de ativos arrendados subiu 5% e o número dos não arrendados diminuiu em média 13%.

Quatro dos cinco fundos, que adquiriram imóveis em 2015, viram o património valorizar entre 9% e 16%, nos últimos três anos. Apenas o Carteira Imobiliária-A registou uma desvalorização de 11% do seu património, razão pela qual apresenta rentabilidades negativas”, adianta a Deco Proteste.