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Imobiliário comercial: estrangeiros representam 87% do volume transacionado em Portugal

Em causa está um estudo realizado pela consultora B. Prime que foi divulgado na Expo Real, em Munique (Alemanha).

2109DSGN/Pixabay
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Autor: Redação

Portugal está na moda, e o bom momento que vive o país deve-se, também, ao setor imobiliário, que está cada vez mais atrativo, nomeadamente para os investidores internacionais. Estes foram responsáveis por 87% do volume transacionado no ano passado no segmento comercial, contra apenas 13% de investidores nacionas.

Esta é uma das conclusões do estudo semestral que a consultora B. Prime desenvolveu e divulgou na Expo Real, uma das maiores feiras de imobiliário e investimento da Europa que se realiza anualmente em Munique, na Alemanha.

“O estudo da B. Prime aponta para uma compressão das yields no segmento das lojas de rua (4%) e logística (6.25%) e para a sua estabilização nos imóveis destinados a escritórios e centros comerciais. Esta flutuação levou a que muitos investidores procurassem diversificar o risco das suas carteiras, estando mais recetivos a projetos alternativos e localizações secundárias, de modo a melhorar as taxas de rentabilidade. Esta tendência está na base do crescimento de muitos projetos de coworking, coliving, residências de estudantes e residências senior que têm proliferado no mercado nacional, principalmente nas principais cidades, como Lisboa ou Porto. Estas iniciativas têm captado o interesse de alguns investidores institucionais, que têm feito crescer este setor”, refere a B. Prime em comunicado.

No que diz respeito à nacionalidade dos investidores estrangeiros, a consultora adiantou que os norte-americanos têm sido os mais ativos, dando ênfase à aquisição do portfolio dos hotéis Tivoli, negócio que ascendeu a 313 milhões de euros – a maior operação hoteleira da história em Portugal.

Para Jorge Bota, managing partner da B. Prime, “o mercado imobiliário tem sido uma excelente aposta por parte dos investidores que procuram alternativas às taxas de juro negativas que vão manter-se, pelo menos a curto prazo”. “Praticamente todos os ativos portugueses de rendimento em zonas prime mudaram de proprietários nestes últimos anos, o que mostra a atratividade do mercado, que em 2018 registou o maior volume transacionado de sempre, desde que há registos. O ciclo está a atingir um grau de maturidade, o que nos leva a crer que o volume de investimento vai estabilizar”, conclui.