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Mosteiro do Larvão e Palacete dos Condes Dias Garcia reabrem como hotéis em 2022

Imóveis foram concessionados por 50 anos à Imobimacus – Sociedade Administradora de Imóveis, S. A. e à Hoti Star – Portugal Hotéis, S.A.

Mosteiro do Larvão / Revive
Mosteiro do Larvão / Revive
Autor: Redação

O Mosteiro do Lorvão, em Penacova, e o Palacete dos Condes Dias Garcia, em São João da Madeira, vão ser transformados em hotéis, ao abrigo do programa Revive. Os imóveis foram concessionados pelo Estado por 50 anos e a abertura ao público está prevista para meados de 2022, revela o Governo, em comunicado.

As empresas vencedoras das concessões de exploração foram a Imobimacus - Sociedade Administradora de Imóveis, S. A., do Grupo Hotéis Turim, que ganhou a concessão do Mosteiro do Lorvão, e a Hoti Star – Portugal Hotéis, S.A., que ganhou a concessão do Palacete dos Condes Dias Garcia.

Depois da recente adjudicação do Paço Real de Caxias, em Oeiras, a Imobimacus ganha agora a concessão do Mosteiro do Lorvão, em Penacova, onde deverá realizar um investimento na ordem dos 6,9 milhões de euros para a recuperação do imóvel e instalação de um estabelecimento hoteleiro. A renda anual devida pela concessionária ao Estado é de 40 mil euros”, adianta o Executivo.

No que diz respeito à exploração do Palacete dos Condes Dias Garcia, em S. João da Madeira, ficou acordado com a Hoti Star – Portugal Hotéis, S.A o pagamento de uma renda anual de 30.528,00 euros, “no âmbito da recuperação do imóvel e da instalação de um estabelecimento hoteleiro de 4 estrelas, num investimento que deverá rondar os 4 milhões de euros”.

O Mosteiro do Lorvão – um dos 33 imóveis inscritos na primeira fase do REVIVE –, classificado Monumento Nacional, foi fundado em 878, após a reconquista caristã de Coimbra, pelos monges de Cluny, pertencentes à Ordem de São Bento. Em 1206, passou a albergar a Ordem de Cister e ficou nas “mãos” do Estado em 1834, com a extinção das ordens religiosas, tendo mantido funções religiosas até à morte da última freira, em 1887. “Já no século XX, todo o imóvel foi requalificado para acolher um hospital psiquiátrico, encerrado em 2012”, lê-se na nota. 

Palacete dos Condes Dias Garcia / Revive
Palacete dos Condes Dias Garcia / Revive

Já o Palacete dos Condes Dias Garcia, que foi inscrito na segunda edição do Revive, lançada em 2019, foi construído na viragem do século XIX para o século XX, sendo um “exemplar arquitetónico do ‘estilo abrasileirado’ ou ‘arquitetura dos brasileiros’, símbolo da afirmação e do prestígio pessoal e riqueza do seu proprietário, António Dias Garcia, natural de São João da Madeira, que fez fortuna no Brasil”. Com o desaparecimento de António Dias Garcia, nos anos 40 do século passado, o palacete funcionou como Instituto de Línguas, como Centro de Formação da Indústria do Calçado, como Liceu e ainda como Tribunal.

“Somam-se 16 concessões adjudicadas no Programa REVIVE, representando um investimento total na recuperação de património público estimado em 129 milhões de euros, e rendas anuais que já ultrapassam os 2,4 milhões de euros (...). O REVIVE integra atualmente um total de 49 imóveis, dos quais 21 se localizam em territórios do interior”, lê-se no comunicado.

O Governo adianta que estão atualmente abertos os concursos para a concessão da Quinta do Paço de Valverde, em Évora, e do Forte da Barra de Aveiro, em Ílhavo, estando previsto para abril o lançamento de dois novos concursos para a concessão dos Fortes da Cadaveira e de S. Pedro, em Cascais.