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Novo edifício da EDP desenhado por arquiteto Pritzker em colaboração com Carrilho da Graça

Projeto tem conclusão prevista para o primeiro semestre de 2022 e visa acolher os 800 colaboradores atualmente dispersos por outros espaços na capital.

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Autor: Redação

Será junto à sede do Grupo, na frente riberinha de Lisboa, que vai nascer o novo edifício da EDP, desenhado pelo vencedor do Pritzker 2016, o arquiteto chileno Alejandro Aravena, em colaboração com o arquiteto português Carrilho da Graça. O projeto para completar o complexo da companhia elétrica, na Avenida 24 de Julho, prevê a construção de duas torres, nascente e poente, interligadas entre si. A construção, que já arrancou e que deverá estar concluída no primeiro semestre de 2022, está a cargo do dstgroup.

O futuro edifício - que vai estar ao lado da sede da EDP inaugurada em 2015 e que foi Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura em 2017 -  terá uma área bruta de construção de 23 800 metros quadrados (m2) e uma área útil para serviços de 11 400 m2, além de quatro pisos de estacionamento com 257 lugares, dos quais 97 serão públicos.

Em concreto, o projeto prevê a construção de duas torres, nascente e poente, interligadas na cave e erguidas ao longo de seis pisos acima do solo, por onde se distribui o átrio e a receção, no piso 0, escritórios, entre o primeiro e o quarto andar, e, por fim, ginásio, esplanada, sala de conferências e cobertura. A área ronda os 1.000m2 por piso e por torre.

Obra emblemática no centro da capital, junto ao Tejo

Na zona central do empreendimento, localizada no piso 0, será construído um túnel de acesso às duas torres, estando ainda projetado um "bloco exterior inclinado" que encostará na torre poente assemelhando-se a um "livro tombado".

Segundo conta a dst, "o interior desta praça central foi projetado para funcionar essencialmente como átrio e cafetaria, já fora da implantação das duas torres, um espaço exclusivamente público, que beneficiará ainda de uma plataforma que servirá como miradouro do rio Tejo". Por outro lado, destaca a construtora que o novo edifício foi pensado também para o público e os turistas e "trará uma nova dinâmica arquitetónica, quer em termos de conceito de redesign do interior e do exterior dos edifícios da empresa, quer em termos de lazer à zona ribeirinha da cidade".

Numa primeira fase, a empreitada consiste na demolição dos edifícios existentes e a escavação com contenção periférica destinada à construção do parque de estacionamento subterrâneo. Os trabalhos já arrancaram com as demolições dos edifícios que existiam no local, já em fase de conclusão, e a execução da contenção periférica da obra, que permitirá posteriormente iniciar a escavação do terreno. Assim que estiver concluído, o edifício será ocupado por cerca de 800 colaboradores da companhia que se encontram noutros espaços em Lisboa. 

"A obra, com uma linguagem estética assente nas potencialidades do betão e do vidro, aposta no aproveitamento de materiais resultantes da demolição dos edifícios existentes no local da empreitada e distingue-se pela utilização de materiais sustentáveis que lhe confere um caráter de construção intemporal", revela em comunicado, responsável pela empreitada através das subsidiárias dst, sa, dte - instalações especiais - e bysteel.

José Teixeira, presidente do Conselho de Administração deste grupo de construção de origem bracarense, considera que “a conquista desta empreitada, além de valorizar o portfólio do grupo com uma obra emblemática que será um marco na paisagem urbana da capital, trouxe um apport extra de incentivo junto das equipas que estarão diretamente envolvidas na execução da nova sede da EDP”.

E garante que a dstgroup "mantém um plano de contingência extremamente rigoroso, quer na sede da empresa quer nas empreitadas atualmente em execução, decorrente das medidas adotadas no contexto de COVID-19".