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Condomínio de luxo na Comporta abre guerra judicial entre Amorim e Vanguard

A empresa liderada por Paula Amorim diz que o diferendo com o sócio de origem francesa está relacionado com aspetos de “índole essencialmente técnica".

Assinatura da escritura de compra e venda da Herdade da Comporta, em novembro de 2019 / Vanguard Properties
Assinatura da escritura de compra e venda da Herdade da Comporta, em novembro de 2019 / Vanguard Properties
Autor: Redação

A Amorim Luxury avançou com uma ação no tribunal de Lisboa “por questões prosaicas de condomínio” no loteamento da Comporta Dunes - onde vai construir o seu hotel JNcQUOI -, contra o seu sócio Vanguard Properties, do milionário franco-suíço Claude Berda, entre outras entidades. A empresa de Paula Amorim diz que a “forte relação de parceria” não será afetada, e a Vanguard garante “não ter conhecimento” sobre o teor da ação judicial em causa.

O consórcio formado pela Vanguard Properties e pela Amorim Luxury fechou a compra dos ativos imobiliários da Herdade da Comporta no final do ano passado, por 157, 526 milhões de euros, num atribulado negócio marcado por vários avanços e recuos. Os novos donos da Herdade – composta pelos empreendimentos Comporta Links e o Comporta Dunes – têm um projeto de desenvolvimento turístico para aquele espaço que se estenderá por 15 anos, período ao longo do qual estimam investir mais de mil milhões de euros.

A disputa judicial agora em causa, segundo explica uma fonte oficial da empresa da Amorim Luxury, citada pelo ECO, está relacionada com aspetos de “índole essencialmente técnica”, assegurando que não irá afetar nem a relação entre sócios, nem os projetos individuais e comuns que têm na Herdade da Comporta.

“A ação intentada pela Amorim Luxury tem por objeto única e exclusivamente questões relacionadas com a administração das partes comuns do loteamento do Núcleo de Desenvolvimento Turístico do Carvalhal (NDTC), nada tendo a ver com os projetos individuais da Amorim Luxury e da Vanguard, nem com os que estão a ser desenvolvidos em conjunto pelas mesmas”, referiu a mesma fonte à publicação. “A circunstância de ter sido intentada contra as diversas entidades e bem assim o valor da mesma [cerca de 30 mil euros] prendem-se única e exclusivamente com exigências puramente formais e processuais“, adianta ainda.

Vanguard diz desconhecer teor da ação judicial da Amorim

Questionada sobre o caso, a Vanguard garante desconhecer o teor da ação da Amorim Luxury. “A Vanguard não tem por hora conhecimento de qualquer ação judicial, pelo que não se encontrada capacitada para prestar comentários sobre o tema que desconhece”, disse fonte oficial da empresa ao ECO, mostrando-se “disponível para prestar todos os esclarecimentos” assim que conhecer a ação.

A empresa de Claude Berda adianta ainda que “mantém o desenvolvimento dos seus projetos, conforme previsto, tendo aliás, a totalidade do mesmo, devidamente assegurado em termos económicos e financeiros".

De acordo com o jornal online, o processo colocado pela empresa de Paula Amorim visa 12 entidades, nomeadamente várias empresas que são coproprietárias de vários lotes no loteamento NDTC, entre as quais estão companhias da Vanguard, incluindo a Vanguardeagle Asset Management e um diretor da Vanguard, e ainda uma sociedade alemã.