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Herdade da Comporta tem finalmente novos donos: Vanguard/Amorim fecha negócio por 157 milhões

Depois de vários atrasos, a escritura foi assinada esta quinta-feira, 14 de novembro de 2019, nos escritórios da Deloitte.

Linkedin José Botelho
Linkedin José Botelho
Autor: Redação

É oficial. A Vanguard Properties, do francês Claude Berda, e a Amorim Luxury, de Paula Amorim, já são oficialmente donos dos ativos imobiliários da Herdade da Comporta. O atribulado negócio ficou fechado por 157,526 milhões de euros, com a escritura assinada esta quinta-feira, 14 de novembro de 2019, nos escritórios da Deloitte, supervisora do concurso desde 2018.

prazo previsto para a realização da escritura era 28 de outubro de 2019, mas, como o idealista/news noticiou, na altura, o processo voltou a derrapar para novembro, face a um conjunto de “limitações e constragimentos” do ponto de vista burocrático. O processo de venda teve início há cerca de quatro anos, após o colapso do Grupo Espírito Santo, sendo que o consórcio Amorim/Vanguard foi o único a levar uma proposta a concurso. Depois de vários recuos e avanços, o negócio está, finalmente, concluído.

“Agradecemos a todos os intervenientes nesta complexa e extensa negociação, com especial atenção às Câmaras Municipais de Grândola e de Alcácer do Sal, bem como à CCDR, Gesfimo, Deloitte, CGD e naturalmente aos acionistas do Fundo da Herdade da Comporta”, lê-se na página de Linkedin de José Botelho, diretor-geral da Vanguard Properties.

Os novos donos da Herdade da Comporta – composta pelos empreendimentos Comporta Links e o Comporta Dunes – têm um projeto de desenvolvimento para aquele espaço que se estenderá por 15 anos, período ao longo do qual estimam investir mais  mil milhões de euros.

Em entrevista ao idealista/news, José Botelho adimitiu não ter dúvidas quanto à grandiosidade do projeto. “Queremos fazer um projeto com uma qualidade que Portugal nunca viu”, disse, acrescentando que tanto a Vanguard Properties como a Amorim Luxury estão prontas a avançar com obras no terreno .“Temos os nossos acordos celebrados há algum tempo e estamos prontos para ter as equipas preparadas, temos a avaliação da situação feita”, frisou.

A primeira fase de intervenção do consórcio passará pela construção de 52 moradias turísticas, num investimento estimado de 300 milhões de euros.