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Fundo de promoção turística Discovery colocado à venda pelos bancos

BCP, Novo Banco, Caixa e Oitante estão a alienar as unidades de participação do fundo que explora mais de 40 ativos em Portugal.

Six Senses Douro Valley
Six Senses Douro Valley
Autor: Redação

Um conjunto de bancos acaba de colocar à venda as unidades de participação que detêm no fundo de promoção turística Discovery, gerido pela sociedade Explorer e que explora mais de 40 ativos hoteleiros em Portugal, incluindo o Six Senses Douro Valley e o Eden Resort, no Algarve. Estas unidades de participação estão a ser vendidas pelo BCP, Novo Banco, Caixa e Oitante, que as avaliam em mais de 400 milhões de euro, no total. As propostas não vinculativas são esperadas para a segunda quinzena de abril.

Este processo está, segundo noticia o ECO, a ser conduzido pela casa de investimento Holihan Lokey e decorre numa altura em que as instituições financeiras têm em curso a venda dos fundos de reestruturação da ECS, num negócio que vai numa fase mais adiantada e poderá ficar fechado por um valor a rondar os 1.000 milhões de euros.

Mas, tal como escreve o jornal online, há diferenças substanciais entre as duas transações que estão no mercado neste momento além do valor dos fundos. Neste caso, a sociedade gestora agora liderada por Elizabeth Rothfield (Rodrigo Guimarães faleceu recentemente) vai manter-se na gestão dos ativos após a transação - ou seja, quem comprar as unidades de participação terá de assumir uma gestão mais passiva do fundo. Já no caso da ECS, a venda envolve os fundos de reestruturação e a própria sociedade gestora fundada por Fernando Esmeraldo e António de Sousa.

De acordo com o levantamento do ECO junto das contas das instituições, o BCP tinha as suas unidades de participação no Discovery Portugal Real Estate Fund em cerca de 153,9 milhões de euros em 2019 – o banco liderado por Miguel Maya reviu, entretanto, em baixa o valor das suas exposições devido à pandemia. Já o Novo Banco avaliava a sua exposição ao fundo em 133,8 milhões de euros em junho do ano passado, já depois da correção efetuada face ao valor de 213 milhões de 2019. A Caixa atribui um valor de quase 80 milhões às unidades de participação do mesmo fundo. E a Oitante, veículo criado para ficar com os ativos do Banif que não foram comprados pelo Santander, avalia a sua exposição ao fundo em cerca de 56 milhões.