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Dolce Vita Miraflores está pela terceira vez no mercado - agora por 5,3 milhões de euros

Esta é a terceira tentativa de venda do ‘shopping’, o primeiro a abrir em Portugal da marca Dolce Vita.

Site do Dolce Vita Miraflores
Site do Dolce Vita Miraflores
Autor: Redação

Depois de tentar vender por duas vezes o falido Dolce Vita Miraflores, situado em Oeiras, o banco espanhol Abanca - e também credor hipotecário do ‘shopping’ - aposta numa terceira tentativa, colocando-o novamente no mercado. Desta vez, o seu valor base situa-se nos 5,3 milhões de euros, quase metade da avaliação realizada há três anos pelo banco.

O processo já vai longo e surge depois de o grupo espanhol Chamartín ter ido à falência. Este grupo detinha não só o Dolce Vita Miraflores como também outros dois centros comerciais em Portugal – o Dolce Vita Ovar, em Aveiro, e o Central Park, em Oeiras. Depois da falência do grupo, os imóveis ficaram sob a alçada do Abanca, que pediu a insolvência das sociedades detentoras dos três centros comerciais. De lá para cá, já conseguiu vender dois deles, no final do verão de 2019, revela o Jornal de Negócios. Resta, agora, o Dolce Vita Miraflores, que após duas tentativas de venda falhadas, ainda continua na carteira do banco espanhol.

A primeira tentativa de venda do Dolce Vita Miraflores ocorreu há quase dois anos (no final do verão de 2019). Uma sociedade de capitais angolanos apresentou uma proposta para adquiri-lo na ordem dos 6,8 milhões de euros – um valor superior ao fixado de 5,4 milhões. Mas a venda não foi avante porque o potencial comprador não conseguiu “firmar o financiamento da operação junto do Eurobic”, revelou na altura o mesmo jornal. Neste processo, a sociedade angolana também perdeu o sinal que tinha pago, cerca de 340 mil euros.

A segunda tentativa ocorreu no início do ano passado, num processo que fixou o valor mínimo de aquisição nos 6,8 milhões de euros (o mesmo que os angolanos tinham oferecido). Mas, apesar do interesse demonstrado por outras entidades, foi apresentada uma única oferta de compra por um valor bastante inferior: a Atena Equity Partners colocou em cima da mesa 2,5 milhões de euros pelo ativo. Fonte próxima do processo explicou ao mesmo jornal que o credor hipotecário considerou a oferta “baixa” e que por isso foi rejeitada.

Neste vai e vem de processos, o Abanca continua com o Dolce Vita Miraflores em carteira e com um buraco de créditos que ascende a 35,5 milhões de euros. Este ‘shopping’ foi inaugurado em outubro de 2002 e foi o primeiro da marca Dolce Vita a abrir em Portugal. Tem uma área bruta locável de quase 6.000 metros quadrados e um parque de estacionamento com 300 lugares.