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Dolce Vita Ovar, Miraflores e Central Park estão falidos e… à venda por 15 milhões

Autor: Redação

Os Dolce Vita Ovar, Miraflores e Central Park (os dois últimos encontram-se em Oeiras, Lisboa), onde o banco espanhol Abanca tem créditos de 50 milhões de euros, estão à venda por 8,3 milhões de euros, 5,4 milhões de euros e 1,5 milhões de euros, respetivamente. O Abanca, herdeiro das operações do Novacaixagalicia, pediu a insolvência dos três centros comerciais no início de 2018.

No final do ano passado, numa reunião que juntou a comissão de credores e o administrador judicial da insolvente Sportsforum, a detentora do Dolce Vita Ovar, o Abanca votou a favor da “liquidação imediata do ativo, em virtude de haver redução dos valores de receitas contratualizados, abandono de operadores e incapacidade de investimento e inexistência de tesouraria”, lê-se na ata, citada pelo Jornal de Negócios.

O banco acrescentou que “a tesouraria que o Abanca disponibiliza à massa insolvente e que permite o centro estar em funcionamento” estava a chegar “ao seu limite". 

O shopping em causa foi inaugurado a 21 de abril de 2007, num investimento de 33 milhões de euros, e o credor hipotecário, o Abanca, reclama créditos de 21,8 milhões de euros, refere a publicação, salientando que quando solicitou a insolvência da Sportsforum, o banco avaliava o espaço em menos 15 milhões de euros. Mas agora está no mercado por 8,3 milhões de euros. 

No caso do Dolce Vita de Miraflores, inaugurado em 2002 – foi o primeiro da rede Dolce Vita em Portugal –, o Abanca reclama 22,7 milhões de euros. E apesar de o ter avaliado, há pouco mais de um ano, em 10 milhões de euros, vai agora à praça por um valor que não chega a 5,385 milhões de euros . 

Já o Central Park, onde o banco espanhol reclama créditos de 5,5 milhões de euros e o avaliou em 5,5 milhões, poderá mudar de mãos por 1,45 milhões de euros.

Conforme os termos de venda destes empreendimentos, caso não seja rececionada qualquer proposta superior ao valor mínimo, serão admitidas propostas mais baixas – denominadas “registo de oferta”, que têm “obrigatoriamente a validade de 45 dias”, revela o Negócios.

Outros Dolce Vita foram mudando de mãos

Depois da falência da espanhola Chamartín, que tinha comprado o negócio imobiliário do grupo Amorim em 2006, os edifícios de escritórios e, sobretudo, os centros comerciais Dolce Vita, começaram a ser vendidos, nomeadamente a grupos e fundos internacionais. 

Em 2015, o Dolce Vita Tejo, o maior centro comercial do país, foi vendido à norte-americana Baupost e à britânica Eurofund, por 170 milhões de euros, que o revenderam, em janeiro do ano passado, à francesa Axa, por 230 milhões. Por essa altura, já a DWS Investments, a sociedade gestora de fundos do Deutsche Bank, tinha comprado à ‘private equity’ norte-americana Lone Star os (ex-)Dolce Vita situados em Vila Real, Coimbra e Porto, conta a publicação.

Já o Dolce Vita Monumental, em Lisboa, que tinha sido comprado pela Lone Star, viria a ser adquirido pelo grupo Castel, do milionário francês Pierre Castel. O Dolce Vita Braga, agora rebatizado como Nova Arcada, foi parar às mãos da CGD, que firmou um acordo com a Sonae Sierra para que a empresa ficasse a gerir o espaço.