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Marcha-atrás no negócio de compra do Dolce Vita Miraflores, que volta a estar à venda

Investidor angolano que comprou o centro comercial por 6,8 milhões de euros não conseguiu obter financiamento do Eurobic.

Autor: Redação

Marcha-atrás no negócio de venda do Dolce Vita Miraflores a uma sociedade de capitais angolanos, que apresentou uma proposta de compra de 6,8 milhões de euros pelo centro comercial. Isto porque o investidor em causa não conseguiu obter financiamento do Eurobic para avançar com o negócio – o shopping tinha sido arrematado, em sede de insolvência, há cerca de meio ano. 

O Dolce Vita Miraflores foi o primeiro da falida cadeia de shoppings que abriu em Portugal, onde o banco espanhol Abanca tem créditos de 35,5 milhões de euros. Será, agora, o último da cadeia a conseguir um novo dono após a falência da espanhola Chamartín, que tinha adquirido o negócio imobiliário do grupo Amorim em 2006, escreve o Jornal de Negócios.

O centro comercial está agora de novo à venda, com o valor mínimo fixado em 6,8 milhões de euros, que foi a oferta apresentada pelo referido comprador angolano. “Esse comprador não cumpriu com a proposta apresentada, pois não conseguiu firmar o financiamento da operação junto do Eurobic”, disse fonte conhecedora do processo, citada pela publicação. 

De referir que o investidor em causa perdeu “o ‘sinal’ que tinha pago aquando da apresentação da proposta”, ou seja, 5% do valor oferecido, que corresponde a cerca de 340.000 euros. Um montante que foi encaixado pela massa insolvente. 

Os interessados podem apresentar propostas de compra até dia 30 de abril de 2020, tendo o prazo sido alargado devido à pandemia do coronavírus – terminada a 30 de março, foi entretanto alargado para 30 de abril.