Palácio Almada Carvalhais com luz verde para ser convertido em hotel

Câmara Municipal de Lisboa deu aprovação para que monumento nacional do século XVI seja transformado em unidade hoteleira.
Palácio Almada Carvalhais
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Lusa
Lusa

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou a construção de um hotel de quatro estrelas no histórico Palácio Almada Carvalhais, no Largo do Conde Barão, freguesia da Misericórdia. O projeto prevê 110 unidades de alojamento, 23 lugares de estacionamento e um espaço reservado para tomada e largada de passageiros, junto ao palácio.

A proposta aprovada agora pela Câmara Municipal de Lisboa, para que o monumento nacional seja transformado em unidade hoteleira, introduz alterações ao projeto inicial, incluindo uma ampliação com demolição parcial, a realizar durante a execução da obra. Subscrita pela vereadora do Urbanismo, Joana Almeida (eleita como independente pela coligação “Novos Tempos” – PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), a proposta foi viabilizada com os votos contra do Bloco de Esquerda, PCP, Livre e Cidadãos por Lisboa, e a abstenção do PS.

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Palácio de Almada Carvalhais
JLL/CBRE

Recorde-se que, em abril de 2019, ainda sob liderança socialista, a autarquia tinha aprovado um projeto de reabilitação do imóvel para um hotel de cinco estrelas, com 64 unidades de alojamento. A versão agora validada reduz a classificação para quatro estrelas, mas quase duplica a capacidade, elevando-a para 110 unidades.

O imóvel foi adquirido em agosto de 2023 pelos grupos holandeses ProWinko e SHG, numa transacção intermediada pela JLL e CBRE. Antes disso, o edifício encontrava-se sob gestão do Fundo Sete Colinas, representado em Portugal pela Silvip, que o havia comprado à Caixa Geral de Depósitos em 2014.

Classificado como Monumento Nacional, o Palácio de Almada Carvalhais foi edificado por volta de 1545 por Rui Fernandes de Almada, banqueiro, feitor da Flandres e provedor da Casa da Índia. No interior, sobrevivem elementos decorativos de várias épocas, com destaque para a escadaria monumental do século XVIII, os estuques nos tetos, silhares de azulejos e uma janela de sacada encimada pelas armas da família Almada. Ao longo do século XX, o palácio foi fragmentado e utilizado por diversas entidades.

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