É possível investir com o salário mínimo? Aprende a começar com pouco com estas dicas e exemplos que te poderão mudar a vida.
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O salário mínimo nacional é atualmente de 920 euros brutos, o que corresponde a cerca de 818,80 euros líquidos. Com rendas, alimentação e transportes a consumir uma grande parte do orçamento, a ideia de investir pode parecer distante. No entanto, com uma gestão financeira cuidada e metas realistas, é possível começar a investir mesmo com valores reduzidos.

Na verdade, cada vez mais portugueses percebem que investir não é apenas para quem tem muito dinheiro, mas antes uma questão de disciplina financeira. Vejamos como podes criar uma estratégia de poupança e investimento ajustada à tua realidade.

É possível investir com o salário mínimo?

Investir dinheiro
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Sim, é possível investir com o salário mínimo e há quem consiga construir um património sólido a partir daí. O primeiro passo não é sonhar, mas antes criar um orçamento mensal, que identifique todas as despesas fixas e variáveis. 

Poderás, por exemplo, aplicar a regra dos 50-30-20, que com um salário líquido de 818,80 euros, significaria:

  • 50% (409,40 €) para as necessidades básicas, como renda, alimentação, transporte e contas essenciais;
  • 30% (245,64 €) para a tua lista de desejos e experiências de lazer;
  • 20% (163,76 €) para poupança e investimento.

Na prática, esta proporção pode (e deve) ser ajustada à realidade de quem vive com o salário mínimo em Portugal. Mesmo que os 20% se transformem em 5% (35€), o importante é criar o hábito de investir de forma consistente, e não o montante em si. Vejamos dois exemplos:

Exemplo 1: Maria

trabalhadora de loja de roupa
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A Maria tem 22 anos, trabalha numa loja de roupa e recebe o salário mínimo nacional, ou seja, 818,80 € líquidos.

Vive com o namorado num pequeno apartamento arrendado em Setúbal, onde partilham as despesas. A renda e as contas consomem cerca de 400 € por mês, o que deixa à Maria aproximadamente 418 € para alimentação, transportes, despesas pessoais e poupança.

Depois de ajustar o orçamento, percebe que consegue poupar 25 € por mês. Decide colocar esse valor numa conta poupança automática e, após três meses, começa a transferir parte desse montante para um ETF global de baixo custo.

Ao investir 25 € mensais, com uma rentabilidade média de 5% ao ano, em 10 anos, a Maria poderá acumular cerca de 3.900 €. Um valor modesto, mas que representa um primeiro passo importante para a sua segurança financeira.

Além disso, é provável que ao longo desses 10 anos a Maria evolua profissionalmente, mude de função ou aumente o rendimento. Quando isso acontecer, poderá reforçar gradualmente o valor investido, sem comprometer o orçamento mensal.

Exemplo 2: Filipe

trabalhadora de armazém
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O Filipe tem 19 anos, trabalha como assistente num armazém e também aufere o salário mínimo nacional (818,80 € líquidos).

Vive com os pais e os avós num apartamento em Guimarães, não contribuindo para renda ou contas. Ajuda apenas com as compras do supermercado, gastando cerca de 100 € por mês.

Com esta margem, o Filipe consegue reservar 150 € mensais para investir, dividindo o valor da seguinte forma:

  • 100 € num fundo de investimento indexado a longo prazo;
  • 50 € para a criação de um fundo de emergência.

Se mantiver esta disciplina durante 10 anos, com uma rentabilidade média de 6% ao ano, o investimento poderá ultrapassar os 23.000 €.

Este capital pode servir como entrada para uma casa, ponto de partida para um negócio próprio ou simplesmente como base para uma maior estabilidade financeira.

Como investir com pouco dinheiro e ter lucro todos os meses?

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Embora pareça complicado os casos acima exemplificados revelam que é possível ganhar dinheiro apenas com o salário mínimo. Portanto antes de encontrares um entrave no que diz respeito ao capital, deverás mudar o teu mindset. 

Ou seja, é possível começar pequenino e, com a máxima consistência, alcançar grandes somas de dinheiro. 

Além disso, deves escolher produtos simples, de baixo risco e rendimento regular. Entre as opções mais seguras e práticas destacam-se:

  • Plataformas digitais e microinvestimentos: existem várias aplicações de poupança automática que arredondam o valor das compras e aplicam a diferença. É uma forma simples e segura de começar a construir uma carteira;
  • Escolhe produtos financeiros de baixo risco: certificados de aforro, fundos de investimento indexados ou contas poupança remuneradas garantem uma maior estabilidade e rendimentos superiores aos de uma conta à ordem;
  • Cria o hábito de investir todos os meses: mesmo com valores pequenos, a consistência torna-se a principal regra a seguir. Ao reinvestires os lucros e beneficiares dos juros compostos, consegues aumentar o retorno ao longo do tempo.

Lembra-te que os certificados de aforro e fundos indexados são supervisionados pelo Estado ou por entidades financeiras reguladas, garantindo segurança e liquidez rápida. Mas o que são exatamente?

O que são certificados de aforro?

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Os certificados de aforro são uma opção segura e acessível, mesmo para quem ganha o salário mínimo nacional. Destinam-se a pessoas singulares e permitem aplicar pequenas poupanças com capital garantido pelo Estado

Podem ser subscritos a partir de valores reduzidos, com juros capitalizados trimestralmente e resgatados após os três meses da subscrição.

A subscrição aos certificados de aforro pode ser feita online, pelo AforroNet, ou presencialmente nos CTT, Espaços Cidadão ou Banco BIG. Este é um produto que oferece ainda flexibilidade e rentabilidade superior à de uma conta à ordem.

Também vale a pena referir que, a partir de novembro de 2029, os certificados de aforro em formato papel vão deixar de existir. Por isso, os aforristas deverão solicitar a conversão digital dos títulos físicos das séries A, B e D a partir de janeiro de 2026.

4 passos essenciais para aprender a investir do zero

Aprender a investir dinheiro
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Investir não exige ser um especialista nem ter muito dinheiro. O mais importante é ter estratégia e objetivos claros.

  1. Saber quando investir: deves garantir que as tuas finanças estão equilibradas antes de qualquer investimento. Resolve as dívidas pendentes e cria um fundo de emergência equivalente a, pelo menos, três meses das tuas despesas fixas. Depois poderás aplicar o que sobra;
  2. Definir objetivos claros: investe com propósito, pode ser para comprar uma casa, fazer uma viagem de sonho, preparar a reforma ou simplesmente proteger o poder de compra do teu dinheiro. Ter objetivos bem definidos ajuda a escolher os produtos certos e a manter o foco a longo prazo;
  3. Acompanhar os investimentos: acompanha, mas evita fazê-lo diariamente. Define uma estratégia e revê-a apenas algumas vezes por ano. Ajusta a tua carteira quando houver mudanças na tua vida ou no contexto económico;
  4. Reinvestir e fazer o dinheiro crescer: quando começares a obter rendimentos dos teus investimentos, não os deixes parados. Reinveste os lucros é assim que os juros compostos fazem o dinheiro trabalhar por ti. Com o tempo, este hábito pode ajudar-te a alcançar objetivos mais ambiciosos, como a entrada numa casa, o lançamento de um negócio próprio ou simplesmente uma vida financeira mais tranquila.

Quais os melhores investimentos com pouco dinheiro?

curso na faculdade
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Os melhores investimentos com pouco dinheiro nem sempre estão ligados à bolsa ou a produtos financeiros. Muitas vezes, começam por investir em ti próprio. 

  • Aprender novas competências;
  • Fazer um cursos online;
  • Ler sobre finanças pessoais;
  • Obter uma certificação profissional pode aumentar significativamente o teu potencial de rendimento. 

Cada euro aplicado em formação é um passo para melhorar as tuas oportunidades no mercado de trabalho e conquistar maior estabilidade financeira. 

Este tipo de investimento não depende do mercado, mas do teu esforço e da tua capacidade de aplicar o que aprendes. 

É o exemplo perfeito de como um investimento pequeno e inteligente pode transformar-se em liberdade financeira e novas oportunidades a médio e longo prazo.

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