Investimento imobiliário comercial na Europa subiu 6% no 2º trimestre

Este crescimento deveu-se, sobretudo, ao volume de investimento registado na Polónia e Finlândia.
Zona Euro
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O segundo trimestre deste ano terá registado um volume de investimento na Europa de 53.000 milhões de euros em imobiliário comercial, o que representa um aumento de 6% comparativamente ao mesmo período de 2025.

De acordo com o relatório “Market in Minutes: European Investment Nowcast”, da Savills, tendo em conta estes resultados do último trimestre, o primeiro semestre deste ano fixou-se nos 103.000 milhões de euros, subindo 3% em termos homólogos. Os principais mercados responsáveis por esta subida foram o da Polónia, que cresceu 95% face a período homólogo, e o da Finlândia, que cresceu 94%. Destaque ainda para a Suécia e Espanha que tiveram subidas de 68% (para 12,8 mil milhões de euros) e de 56% (para 12,2 mil milhões de euros), respetivamente.

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Em sentido contrário encontra-se o Reino Unido, com uma queda de 22% para 21,6 mil milhões de euros, a Roménia que caiu 21% e a Alemanha que recuou 8%. Já a Bélgica (-61%) e a Chéquia (-45%) tiveram correções acentuadas, depois de primeiros semestres excecionalmente fortes no ano passado.

No que respeita ao capital investido, cerca de 45% do investimento total europeu correspondeu a capital internacional. Embora os investidores dos EUA continuam a ser a maior fonte de capital ‘cross-border’ para a Europa, tanto estes investidores como os do Canadá e Singapura reduziram a atividade. Já dentro da Europa, os investidores holandeses e franceses ficaram acima das médias a cinco anos.

Segmento ‘Living’ cresce e logística modera-se

Segundo a Savills, os segmentos de ‘Living’ (‘multifamily’, residências de estudantes, lares e ‘senior living’) representam já cerca de 30% do volume total investido na Europa no primeiro semestre de 2026, mas, por outro lado, a atividade no setor logístico registou uma queda de três pontos percentuais (para cerca de 16%), ainda que uma das maiores transações do ano tenha sido realizada neste setor: a compra do portefólio francês da Proudreed, por 2,3 mil milhões de euros.

“Prevê-se que a dimensão média das transações tenha aumentado no segundo trimestre, sustentada por várias aquisições de referência que demonstram um apetite continuado por ativos de exceção, apesar de um sentimento de mercado globalmente mais fraco”, avança, em comunicado, Lydia Brissy, Director, European commercial research team na Savills.

Desde o começo do segundo trimestre deste ano que as ‘yields’ das obrigações soberanas de longo prazo subiram aproximadamente 25 pontos base em vários mercados europeus, ficando adiada a compressão das ‘yields prime’ que era esperada no início de 2026.

Por sua vez, James Burke, Director Global Cross Border Investment na Savills, explica que o financiamento na Europa “continua disponível para ativos de qualidade, mas os credores e os investidores dão agora mais importância à segurança do rendimento, à qualidade do património e à disciplina de preços”, antecipando que até final do ano prevê-se que “as ‘yields prime’ se mantenham estáveis na maioria dos setores e países, com a compressão de ‘yields’ limitada aos ativos de exceção”.

A Savills prevê que a Europa atinja um volume de investimento de 251.000 milhões de euros este ano, valor que deverá subir para 297.000 milhões em 2027.

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