Investimento imobiliário: previsões para o 2º semestre são otimistas

É esperada uma retoma do investimento na segunda metade do ano, depois de meses marcados pelo agravamento do contexto geopolítico.
Investimento imobiliário
Magnific

O conflito do Médio Oriente foi o maior responsável pelo abrandamento do ritmo do investimento imobiliário global no arranque de 2026. No entanto, é esperada uma recuperação na segunda metade do ano, com um aumento previsto de cerca de 18% nas transações pendentes no segundo trimestre face ao trimestre anterior.

De acordo com a recente análise “Delayed not destroyed: real estate retains its strengths despite geopolitical events”, da autoria de Oliver Salmon, Director de World Research, Global Capital Markets na Savills e publicada na plataforma Savills Impacts, o agravamento da situação no Médio Oriente refletiu-se num choque de oferta através dos preços da energia, com impacto nas expectativas de inflação, taxas de juro e crescimento, o que levou a que, no mês de março, as decisões de investimento tivessem abrandado em vários mercados. Contudo, segundo a Savills, os dados apontam sobretudo para operações adiadas e não para uma quebra estrutural da procura ou um colapso do ‘pipeline’ de investimento.

Publicidade

Para a consultora, este movimento integra-se num período de “grande volatilidade” desde início da década, marcada por diversos choques como a pandemia do Covid-19, a invasão da Ucrânia, as novas tarifas às importações nos EUA e, este ano, o conflito entre Irão, EUA e Israel.

Investidores adotam uma gestão mais dinâmica do risco

A análise da Savills identifica ainda uma tendência dos investidores em adotarem uma gestão mais dinâmica do risco, mantendo-se assim ativos mesmo em fases de grande volatilidade. Por este motivo, o imobiliário tem mantido a sua resiliência neste atual contexto de conflitos, mesmo sendo uma classe de ativos ligada ao ciclo do PIB.

Reforçando o papel do imobiliário nas estratégias de alocação de longo prazo, verifica-se também uma correlação histórica baixa entre o desempenho do imobiliário e outras classes de ativos, como as ações. 

Mercado passa por uma fase de “recalibração”

Por fim, a Savills destaca o ajuste de preços, expectativas de rendibilidade e estrutura das operações por parte dos investidores e financiadores, em vez da retirada de capital do setor. Portanto, permanecem os fatores necessários para a atividade recuperar, mas com horizontes temporais mais longos do que o que estava previsto no início do ano, antes do conflito do Médio Oriente.

Para a consultora, um cenário de maior estabilidade poderá incentivar a retoma de uma parte significativa dos investimentos que se encontram atualmente suspensos.

Para poder comentar deves entrar na tua conta

Acompanha toda a informação imobiliária e os relatórios de dados mais atuais nas nossas newsletters diária e semanal. Também podes acompanhar o mercado imobiliário de luxo com a nossa newsletter mensal de luxo.