Obras de arte: seis artistas para colecionar na ARCOlisboa 2026

Ajudamos-te a identificar artistas contemporâneos com potencial de valorização e relevância para encheres a tua casa de arte.
obras de arte
ARCOlisboa

A ARCOlisboa regressa à Cordoaria Nacional entre os dias 28 e 31 de maio, voltando a reunir galeristas, artistas, colecionadores e profissionais do mercado da arte contemporânea. Ao longo de quatro dias, a feira afirma-se novamente como um dos principais pontos de encontro do setor em Portugal, cruzando propostas de galerias nacionais e internacionais, novos talentos e artistas já consolidados no circuito artístico. Uma oportunidade ideal para encheres a tua casa de arte.

Mas sabemos que, entre centenas de propostas e linguagens artísticas distintas, identificar artistas com potencial de valorização e relevância no panorama contemporâneo pode ser um desafio, sobretudo, para quem procura começar ou consolidar uma coleção de arte. Por isso, decidimos ajudar-te neste processo.

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Da pintura à instalação, da fotografia à escultura, os consultores da ArteGlobaL selecionaram seis artistas a acompanhar nesta edição da ARCOlisboa. Nomes emergentes e consolidados que cruzam questões de identidade, memória, natureza e transformação social, e cujas obras já integram importantes coleções e instituições internacionais.

Como começar a colecionar numa feira de arte?

ArcoLisboa
Getty images

Visitar uma feira internacional pode ser uma experiência avassaladora perante a enorme diversidade de propostas apresentadas. Para quem pretende construir uma coleção com critério e valor a longo prazo, o primeiro passo passa por procurar orientação junto de especialistas do mercado da arte. Contar com aconselhamento profissional permite definir um perfil de compra ajustado aos gostos e ao orçamento de cada colecionador, garantindo uma seleção rigorosa e a qualidade artística e técnica das obras, tanto no mercado primário como no secundário.

Outra excelente forma de iniciar um percurso no colecionismo é integrar um clube ou grupo especializado. Participar em eventos exclusivos, viagens a feiras de arte, visitas privadas a ateliers de artistas, exposições e seminários permite desenvolver o “olhar” do colecionador. Estes acompanhamentos proporcionam uma formação contínua e uma visão estratégica, transformando uma compra impulsiva num investimento cultural sólido.

Os especialistas da ArteGlobaL selecionaram seis artistas incontornáveis nesta edição da ARCOlisboa:

1. Ana Malta (Portugal, 1996)

Artista visual cuja prática assenta na cor, nos padrões e na utilização do “erro” enquanto ferramenta criativa. Explora a relação entre o corpo, a memória e o inconsciente através de jogos de composição e contrastes. Foi distinguida com o Prémio de Aquisição MEXTO na ARCOlisboa (2025) e com o Prémio do Público do Sovereign Portuguese Art Prize. O seu trabalho integra coleções como a do Museu da Presidência, no Palácio de Belém, e já foi exposto internacionalmente na Europa, América e Ásia.

obras de arte
Ana Malta, Limbo do Difuso, 2026

Localização: Stand B01 – THIS IS NOT A WHITE CUBE

2. Edwin Monsalve (Colômbia, 1984)

Desenvolve uma reflexão sobre a beleza e a representação da natureza através de uma rutura formal que ativa associações para além da mimesis. Utiliza petróleo e carvão para criar ilustrações botânicas, transformando estes sedimentos numa espécie de “memória vegetal”, onde a matéria atua como testemunho temporal dos processos de transformação. A sua prática interdisciplinar explora as tensões entre ciência e natureza, bem como entre política e poder. Vencedor do EFG Latin American Art Award (2017), expôs no Museu de Antioquia e na ZONA MACO, apresentando na ARCOlisboa um diálogo crítico com a cartografia colonial e a devastação ambiental global.

obras de arte
Edwin Monsalve, Sem título. Paisagem 05, Da série Memória das Plantas, 2024

Localização: Stand H02 – Galeria Fernando Pradilla

3. Ishola Akpo (Benim, 1983)

Artista multimédia que explora as possibilidades do universo digital para fundir modernidade e tradição, transformando as suas imagens em metáforas multifacetadas. O seu trabalho baseia-se na utilização de técnicas mistas para oscilar entre realidade e ficção, destacando-se séries como Agbara Women, dedicada ao poder das rainhas africanas, e Les mariés de notre époque, integrada na coleção do Musée du Quai Branly, em Paris. A exploração das suas raízes e a reflexão sobre identidades múltiplas atravessam uma carreira internacional que inclui exposições no Weltkulturen Museum e no Palais de la Porte Dorée.

obras de arte
Ishola Akpo, Kpodjito III, 2024, fotografia digital

Localização: Stand E06 – Galeria Sabrina Amrani

4. Mónica Mays (Espanha, 1990)

A sua prática artística desenvolve-se através da constante transformação da matéria, abordando ideias de controlo nos sistemas de produção e de mudança. Os seus assemblages escultóricos cruzam autobiografia e arquivo histórico, utilizando a ornamentação para distorcer conceitos limitados de identidade. Formada no Sandberg Instituut, em Amesterdão, e em Antropologia Cultural, em Nova Orleães, Mays cria peças que descontextualizam objetos através de relações ambíguas de transformação. Distinguida com o Prémio ARCO para Jovem Talento e com o Prémio Alhambra (2025), o seu trabalho integra coleções como as do Museu Reina Sofía, CA2M e Fondazione Sandretto Re Rebaudengo. Em 2026 destaca-se a sua presença na Art Basel e as suas intervenções individuais no Matadero Madrid.

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Mónica Mays, Shadow Bow, 2025

Localização: Stand H05 – Galeria Pedro Cera

5. Diogo Nogueira (Portugal, 1999)

A sua prática abrange pintura, cerâmica e instalação, explorando temas como iconografia, gesto e sexualidade a partir de uma perspetiva queer. Com uma abordagem frequentemente marcada pelo humor, as suas obras apresentam figuras em momentos de protesto ou celebração, criando mitologias partilhadas que convidam a novas formas de interação comunitária. Atualmente frequenta a ENSBA, em Paris, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. O seu trabalho integra importantes coleções, entre as quais a da Fundação Gulbenkian, a Coleção Municipal do Porto e a Fundação Bienal de Cerveira. Expôs recentemente na Galeria Graça Brandão e no Centro de Arte Oliva.

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Diogo Nogueira

Localização: Stand G04 – Galeria Presença

6. Tiago Baptista (Portugal, 1986)

Radicado em Lisboa, o seu trabalho expande-se da pintura e do desenho para a banda desenhada e a instalação. Através de uma vasta iconografia, que vai das redes sociais à história da arte, investiga a relação humana com a natureza e a memória em contextos de capitalismo tardio. As suas figuras oscilam entre o realismo e a abstração. Baptista foi distinguido com o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso e selecionado para o Prémio Novos Artistas Fundação EDP. O seu trabalho está representado em coleções como a do Estado Português, Fundação EDP, Serralves e MAAT.

obras de arte
Tiago Baptista, Situação amarela, 2025

Localização: Stand G05 – Galeria 3+1 Arte Contemporânea

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