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Português que ganha o salário médio nacional recebe 59% do ordenado bruto

Gtres
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Autor: Redação

A carga tributária total sobre o trabalho aliviou ligeiramente em Portugal no ano passado, mas Portugal continua a ser um dos países da OCDE que mais IRS, quotizações e contribuições para a Segurança Social cobra. Os números não deixam dúvidas: um trabalhador por conta de outrem a ganhar o salário médio e sem filhos só recebeu 58,5% da remuneração bruta.  

Em causa estão dados que constam no "Taxing Wages 2017", uma estatística produzida pela OCDE que todos os anos calcula a carga fiscal que incide sobre o fator trabalho para diversos perfis de rendimento e de composição do agregado familiar. O relatório deste ano debruça-se sobre os anos de 2015/2016, período em que Portugal, a sair lentamente da crise, subiu algumas deduções à coleta no IRS e reforçou substancialmente os descontos fiscais aos filhos, escreve o Jornal de Negócios.

Vamos a contas: um solteiro a ganhar a remuneração média paga na economia, e sem filhos (caso da maioria dos agregados que entregam IRS), viu o seu hiato fiscal no trabalho reduzir-se 0,6%, para os 41,5%. Ou seja, 41,5% dos seus custos laborais totais foram para IRS, Segurança Social a cargo do patrão e a seu cargo. Na prática, este solteiro sem filhos levou para casa 58,5% da sua remuneração bruta.

Jornal de Negócios
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De acordo com a publicação, que se apoia em dados do relatório, olhando para a decomposição da carga fiscal por tipo de tributos, a nível internacional, Portugal está em 12º lugar nas contribuições patronais para a Segurança Social, em 14º nas quotizações dos trabalhadores e em 17º no IRS.

E será que ter filhos faz muita diferença nos impostos? Se ao cenário de um solteiro a ganhar a remuneração média acrescentarmos dois filhos, a sua carga fiscal global é substancialmente inferior, tendo diminuído de forma mais acentuada em 2015/2016.

Neste caso, a carga tributária total foi de 28,2%, ou seja, este trabalhador levou para casa 71,8% do seu rendimento bruto total, uma percentagem muito superior à de quem não tem filhos a cargo e que representa uma quebra de 2,5% face a 2015.

Jornal de Negócios
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