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Igualdade de género nas empresas: muito "boas intenções", mas pouco mais...

Maioria das companhias mundiais considera importante melhorar a diversidade e inclusão, mas menos de metade tem estratégia para isso.

Photo by CoWomen on Unsplash
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Autor: Redação

A igualdade de género entrou no léxico habitual dos executivos a nível global e têm vindo a registar-se melhorias em termos gerais nas políticas de recrutamento, promoção e retenção de mulheres em cargos de topo. A maior parte das empresas mundiais (81%) considera mesmo que é determinante melhorar a diversidade e inclusão, mas menos de metade (42%), conta com estratégias para melhorar, de facto, a igualdade de género. No próximo domingo, dia 08 de março de 2020, celebra-se o Dia Internacional da Mulher.

Este cenário é revelado pelo relatório da Mercer “When Women Thrive 2020”, sendo detalhado que as mulheres ocupam uma 'fatia' de 47% em funções de suporte nas empresas e 42% em funções de níveis superiores. Somente uma fatia de 29% ocupa cargos relacionados diretamente com a administração e 23% está em postos executivos. Ou seja, a a representação feminina em cargos de liderança diminui à medida que os níveis na carreira vão progredindo.

"A igualdade de género é hoje um imperativo global e as empresas estão a tomar medidas para fazer a diferença", declara Diogo Alarcão, CEO da Mercer Portugal. No entanto, o responsável, citado em comunicado, avisa que "as mulheres continuam a estar sub-representadas em cargos superiores, assim como a nível de oportunidades de desenvolvimento e progressão de carreira, independentemente do setor ou geografia", considerando, por isso, que "ainda existe muito trabalho a fazer para conquistar um equilíbrio entre homens e mulheres em contexto profissional".

O relatório da consultora indica ainda que as taxas de recrutamento, promoção e retenção de mulheres já se comparam com as taxas masculinas e que três quartos das organizações, cerca de 72%, têm equipas dedicadas a análises de equidade nas políticas de compensação, comparativamente aos 45% registados na última edição do relatório, há quatro anos. Mais de metade das empresas, 56%, utiliza abordagens estatísticas robustas de equidade salarial, face aos anteriores 35%.

Segundo o estudo, 66% das empresas dizem que os seus altos executivos estão ativamente ligados a iniciativas e programas de diversidade e inclusão, face a 57% em 2016, e mais de metade (57%) refere o mesmo dos respetivos conselhos de administração, que compara com os 52% registados há quatro anos.

O relatório “When Women Thrive 2020” da Mercer é baseado nas opiniões de executivos de recursos humanos e líderes de negócio de 1157 organizações em 54 países e seis regiões, representando sete milhões de colaboradores. Esta pesquisa cobre políticas e práticas relacionadas com a diversidade, inclusão e igualdade de género, incluindo questões relativas com responsabilidade, envolvimento da liderança, igualdade salarial, desenvolvimento de carreira, bem-estar e saúde financeira.