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Pensionistas portugueses receberão pouco mais de metade do salário em 2040

As mais recentes projeções da Comissão Europeia reveem em forte baixa os indicadores de adequação das pensões portuguesas.

Dinheiro Vivo
Dinheiro Vivo
Autor: Redação

As pensões de velhice portuguesas vão cair a pique nas próximas décadas, devendo verificar-se uma quebra abrupta na capacidade que as referidas pensões têm de substituir os rendimentos de trabalho. De mais de quatro quintos do salário anterior, as reformas passarão a representar pouco mais de metade dos rendimentos de trabalho até 2040.

Segundo o Dinheiro Vivo, que se apoia nas mais recentes projeções da Comissão Europeia (CE) – a cada três anos, Bruxelas revê o impacto das mudanças demográficas e macroeconómicas na sustentabilidade dos sistemas de pensões na União Europeia (UE) –, as mesmas reveem em forte baixa os indicadores de adequação das pensões portuguesas.

Começando em 2019, ano em que em média o valor inicial de pensões era de 74% do último salário, as estimativas da CE apontam ainda para melhorias no curto prazo com a taxa de substituição dos rendimentos a subir aos 81,1% em 2030. A partir daí, no entanto, dá-se uma quebra abrupta. Numa década, até 2040, os pensionistas passam a viver com pouco mais de metade do salário que tinham: 54,5%, adianta a publicação.