Custos do trabalho aumentam 5,4% no segundo trimestre de 2026

Os custos salariais aumentaram 5,4% e os outros custos aumentaram 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Construção
Unsplash

No segundo trimestre de 2026, o Índice de Custo do Trabalho (ICT), que mede os custos laborais por hora efetivamente trabalhada, aumentou 5,4% face ao mesmo período de 2025. O ritmo ficou 0,1 pontos percentuais (p.p.) acima do registado nos primeiros três meses do ano, quando o índice tinha crescido 5,3%. A evolução reflete uma subida tanto dos custos salariais como dos restantes encargos associados ao trabalho, num contexto em que o número médio de horas trabalhadas por pessoa voltou a diminuir, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Índice de Custo do Trabalho
Fonte: INE

“Os custos salariais (por hora efetivamente trabalhada) aumentaram 5,4% e os outros custos do trabalho (também por hora efetivamente trabalhada) aumentaram 5,2%”, refere o INE. Por setores, os custos salariais avançaram 6,7% na construção, 5,8% nos serviços, 5,2% na indústria e 4,9% na Administração Pública. Já os custos não salariais subiram 6,6% na construção, 5,5% nos serviços e 4,8% tanto na indústria como na Administração Pública.

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Segundo o boletim publicado esta quinta-feira (13 de agosto) pelo instituto, o aumento do ICT resultou “da conjugação do acréscimo de 4,9% no custo médio por trabalhador e do decréscimo de 0,4% no número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador”. A subida do custo médio foi transversal à economia, embora mais forte na construção, onde aumentou 6,5%, e mais moderada na Administração Pública, com 4,4%. Em paralelo, as horas efetivamente trabalhadas diminuíram em todos os grandes setores, com maior redução nos serviços (-0,6%) e quedas de 0,1% na indústria e na construção.

A construção registou a maior subida do ICT, com um aumento de 6,7%, acompanhado por uma progressão idêntica dos custos salariais. Nos serviços, o ICT avançou 5,7%, enquanto na indústria cresceu 5,1%. “Os custos salariais aumentaram 5,8%”, os outros custos do trabalho subiram 5,5% e “o número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador diminuiu 0,6%”, lê-se na nota. 

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