Governo no edifício sede da CGD: TdC aprova obras de 40 milhões

Banco público só deverá sair do imóvel em 2026. Edifício terá que ser reformado para receber ministérios e gabinetes.
sede CGD
Wikimedia commons

O Tribunal de Contas (TdC) aprovou o investimento de 40 milhões de euros no edifício sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Lisboa, que será reformado para receber o Governo. O anúncio foi feito esta segunda-feira, 13 de novembro de 2023, no Parlamento, pela ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

“No âmbito da concentração dos gabinetes governamentais, já recebemos o visto do Tribunal de Contas para as iniciar as obras”, disse a responsável, citada pelo jornal ECO, que avança a notícia.

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O jornal recorda que, na reunião de Conselho de Ministros de dia 9 de março deste ano, foi aprovada uma resolução que autoriza a realização da despesa necessária à concretização das obras de beneficiação e adaptação do 7.º piso do edifício sede da CGD, no valor de 5,4 milhões de euros.

Nessa altura, o Governo adiantou que o investimento a realizar até ao final da legislatura no processo de concentração de serviços do Estado deverá ter um custo estimado de 40 milhões de euro.

No entanto, o investimento total só será concretizado caso o novo Governo, que irá sair das eleições antecipadas do próximo ano, a 10 de março de 2024, mantenha o plano.

Já os “imóveis públicos que serão desocupados – avaliados em cerca de 600 milhões de euros – poderão ser objeto de rentabilização, visando contribuir para o objetivo de reforço da oferta habitacional”, recorde-se o comunicado do Executivo.

CGD muda-se para edifício WellBe no Parque das Nações

Tudo indica que o edifício WellBe localizado no Parque das Nações vai receber a nova sede do banco público. Paulo Macedo, presidente executivo da CGD, admitiu que estão a negociar com o promotor imobiliário para se instalarem no imóvel, escreve o Jornal Económico.

“A CGD está a negociar em regime de exclusividade para dar tempo de fazer a due-diligence”, salientou o responsável, em declarações ao jornal.

Recorde-se que o banco público só vai sair do edifício sede em 2026, apesar de já ter desocupado cerca de 32.000 metros quadrados (m2) do imóvel.

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