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Web Summit vai render 300 milhões a Portugal

Twitter@WebSummit
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Autor: Redação

A maior conferência de empreendedorismo, tecnologia e inovação da Europa, a Web Summit (WS), que arranca esta segunda-feira (dia 6 de novembro) em Lisboa, vai injetar cerca de 300 milhões de euros na Economia portuguesa. O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, estima um impacto “ligeiramente maior” este ano, em face do aumento do número de visitantes. Para o cofundador e CEO da WS, Paddy Cosgrave, esta “será a maior e melhor WS até à data”.

Estará Lisboa preparada para a enchente da WS? Sim, diz o governante. “Está tudo pronto” e “a logística está toda no seu lugar”, afirma Caldeira Cabral, em entrevista ao Dinheiro Vivo e à TSF. “Estamos a falar de uma coordenação que começámos há meses, que foi coordenada a partir do Ministério da Economia e com todos os outros ministérios, com a Câmara Municipal de Lisboa e todas as entidades que vão contribuir para o sucesso da WS e que, de facto, está pronta”, esclarece o ministro.

Caldeira Cabral estima um impacto direto na ordem dos 300 milhões, mais 100 que em 2016. “No ano passado a estimativa que fizemos em termos de impacto direto foi de 200 milhões, que se estima em restaurantes, hotéis e outros impactos. Neste ano o que estimo é que é ligeiramente maior, cerca de 250 milhões a 300 milhões, uma vez que vem mais gente”, avança o ministro, relembrando que este ano o evento tem uma dimensão maior, já que também há mais eventos paralelos.

Empresas portuguesas saem a ganhar

“O que se verificou no ano passado foi que houve taxas de ocupação parecidas com as de época alta e preços mais elevados, o que acabou por ser importante para aumentar as receitas das empresas turísticas. E não apenas nos dias do evento mas nos dias anteriores e a seguir”, explica Caldeira Cabral. 

O ministro da Economia realça, também, o impacto que o evento tem para as empresas. “Estamos a falar de 270 que estão na WS a apresentar produtos tecnológicos: 150 destas entraram a preços especiais, num acordo que foi feito na WS, mas há muitas outras de maior dimensão que marcam presença. E é toda a imagem de Portugal que muda radicalmente junto de grandes investidores”, conclui o ministro.

De recordar que a WS reúne pessoas que vêm de mais de 100 países, de todo o tipo de empresas. Esperam-se grandes investidores, um conjunto amplo de oradores de prestígio internacional e cerca de 2.500 jornalistas. Um momento em que tudo e todos estarão de olhos postos em Portugal.

“Estamos ansiosos por voltar a Lisboa”, diz Paddy Cosgrave

O cofundador da WS esteve à conversa com o Jornal Económico, revelando estar muito “orgulhoso” do padrão de oradores desde ano. “A WS consiste em estabelecer conexões e dar às pessoas a oportunidade de ouvir algumas das pessoas mais influentes do mundo, abrangendo não apenas tecnologia, mas media, desporto, política e mais. Este ano, será a maior e melhor WS até à data. Estamos ansiosos por voltar a Lisboa e aguardamos acolher 60 mil participantes de 170 países”, refere Cosgrave.

O responsável mostra-se bastante satisfeito com o sucesso da primeira edição. “No ano passado foi a nossa primeira edição em Portugal e podemos dizer que foi um sucesso, com 53 mil participantes e mais de 5 milhões de visualizações únicas para o evento no Facebook. Além disso, tivemos 2.000 Office Hours com encontros entre investidores e startups e 3.000 entrevistas na media facilitadas”, remata.