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Triste ou contente: as empresas andam a medir as tuas emoções através do ecrã - ora vê como

O artigo interativo do Financial Times mostra como as empresas podem tirar partido da leitura das expressões faciais para prever preferências e comportamentos.

Imagem de Gino Crescoli por Pixabay
Imagem de Gino Crescoli por Pixabay
Autor: Redação

Qual o problema de usar a câmara em aplicações? Ou usar filtros nas redes sociais? À partida nenhum. Mas se compreendermos melhor a dimensão do desenvolvimento da inteligência artificial (IA) e o seu impacto nas nossas vidas, talvez repensemos a resposta. Um artigo interativo do Financial Times (FT) mostra como as empresas estão a medir as tuas emoções através do ecrã e como é que essa informação pode ser uma mais-valia para os seus negócios. O idealista/news embarcou na viagem e conta-te tudo.

Pode parecer ficção científica, mas é cada vez mais realidade. São já várias as empresas que estão a investir em tecnologias capazes de ler as nossas expressões faciais, que fazem prever as nossas preferências e comportamentos. Falamos de gigantes como a IBM, a Microsoft e a Amazon, que o fazem para melhor compreender os seus clientes, e de várias marcas de automóveis como a Audi, Volto e a Kia Motors, que já a experimentaram para monitorizar a atenção dos condutores. A aplicação do FT mostra-te, por exemplo, que através da tua expressão facial podes evitar um acidente.

Mas esta aplicação de IA pode ir ainda mais longe. O artigo fala que esta tecnologia já foi usada por investigadores da Universidade de Boston para estudar as reações de voto consoante os candidatos políticos, através da medição das expressões faciais e do movimento dos olhos - algo que podes testar tu mesmo. E há governos autoritários que estão usá-la para vigiar as populações, como por exemplo o chinês. Depois, há também empresas, como a HireVue, que já usaram um 'software' deste tipo para analisar as imagens de vídeos de entrevistas de emprego para, assim, inferir características dos candidatos. Isto é, para perceber se são ou não bons trabalhadores.

O problema disto tudo é que, de momento, este modelo nem sempre consegue detetar as emoções de forma correta, não sendo por isso ainda 100% fiável. A tecnologia de reconhecimento de emoções tem-se revelado imprecisa e pode ter influências culturais, revela ainda o FT. Ainda assim, a sua expansão e aperfeiçoamento fará parte do futuro, e para breve.