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Reabilitação concluída em quatro casas e dez obras adjudicadas em Pedrógão Grande

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Autor: Redação

A reabilitação de quatro casas destruídas em Pedrógão Grande pelo incêndio que deflagrou em junho naquele concelho já está concluída. Outras dez obras foram adjudicadas e há 99 processos entregues a instituições e 43 processos completos no fundo Revita, destinado a gerir donativos para apoiar as vítimas.

“Em termos de habitações, temos quatro concluídas, dez adjudicadas, 17 em avaliação, 21 em consulta de preço, 31 em execução de projeto e 99 entregues a diferentes instituições”, tendo também já sido entregues “43 processos completos” no fundo Revita, anunciou a Câmara Municipal de Pedrógão Grande.

Segundo a Lusa, numa nota de esclarecimento endereçada aos munícipes e divulgada nas redes sociais e na página da autarquia, assinada pelo presidente da autarquia, Valdemar Alves, a 23 de agosto, é anunciado que está a ser preparado um reforço da equipa do município “com engenheiros, arquitetos e desenhadores, através da Fundação EDP”. O objetivo é acelerar o processo de reconstrução das casas afetadas pelo fogo que deflagrou em Pedrógão Grande, que provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.

No que diz respeito à proteção de recursos hídricos, a autarquia realça que foi feito um investimento de 578.000 euros para intervir nos 34 quilómetros de cursos de água do concelho, para minimizar a erosão dos solos, recuperar as bacias de retenção de águas, remover material arbóreo ardido e sedimentos dos leitos, recuperar pontões e vazar as passagens de água.

Polémica em torno do fundo Revita

Entretanto, o fundo Revita, criado pelo Governo com os donativos particulares para as vítimas de Pedrógão Grande, tem 1,9 milhões de euros quando o total estimado de transferências é de 3,2 milhões. A informação foi prestada pelo ministro Vieira da Silva ao PSD, que exige agora saber onde está o resto, ou seja, 1,3 milhões de euros.

“A resposta revela os valores depositados nesse fundo. Diz a resposta que estão transferidos para o fundo 1,9 milhões de euros, de um total de 3,2 milhões, que serão a declaração de intenções de transferência no valor total”, disse aos jornalistas Teresa Morais, do PSD.

Em entrevista à RTP, o ministro da Solidariedade e Segurança Social admitiu a possibilidade de estarem a ocorrer apoios em duplicado às vítimas do incêndio de Pedrógão Grande, dada a quantidade de entidades que estão no terreno. “Se houver riscos de alguma sobreposição as entidades estarão atentas e as equipas técnicas que estão mobilizadas no terreno vão trabalhar para que isso não aconteça”, disse Vieira da Silva, salientando que se “alguém tem suspeita de alguma irregularidade, tem todo o direito e o dever de a tornar pública”.

O Jornal de Notícias escreve, por seu turno, que o Governo só tem à sua responsabilidade os já referidos 1,9 milhões de euros, detalhando que o dinheiro de Timor-Leste, do BPI, da Fundação La Caixa e o que foi prometido também pelo BEI, no valor total de 2,8 milhões de euros, ainda não chegou.

Em julho, as contas apontavam para 13 milhões de euros como o valor global da ajuda às vítimas dos incêndios, que reunia donativos que chegaram também à União das Misericórdias Portuguesas e à Cáritas de Coimbra. À data, apontava-se um contributo de cinco milhões de euros vindos da banca. No entanto, até agora, apenas 1,9 milhões de euros foram entregues ao Revita, fundo de solidariedade para gerir a distribuição das verbas no terreno, gerido pelo Instituto de Segurança Social e no qual estão representados os autarcas da região.