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Soares da Costa pede perdão de 50% da dívida a todos os credores

Autor: Redação

A construtora Soares da Costa entregou esta quarta-feira (15 de novembro) a sua proposta final para um Processo Especial de Revitalização (PER). A empresa propõe um corte de metade da dívida de 700 milhões de euros. Significa isto que a banca, portuguesa e angolana, e todos os fornecedores, devem perdoar cerca de 50% da dívida para viabilizar a sobrevivência da empresa.

As dívidas aos trabalhadores (mais de quatro milhões de euros) e ao Estado serão pagas na íntegra, em prestações anuais. Estamos a falar de 35% da dívida, neste caso. Os restantes 15% – relativos à banca – serão pagos de uma só vez ao fim de 18 anos.

À Caixa Geral de Depósitos (CGD) cabe a maior fatia da dívida – cerca de 160 milhões –, segundo o jornal Expresso. Mas há mais envolvidos. BCP e Bankinter são outros credores bancários relevantes do lado português. O principal credor angolano (74 milhões de euros) é o Banco Millennium Atlântico, sendo que este é simultaneamente parceiro e financiador da Soares da Costa neste programa de salvação.

Proposta inicial pedia perdão de 75%

De referir que na proposta inicial a Soares da Costa pedia um perdão de 75% no caso dos créditos reconhecidos em euros (bancos nacionais ou a operar em Portugal) e de 35% dos créditos na divisa angolana. Apesar da proposta ter sido aprovada pela maioria dos credores – com voto contra da CGD - não foi homologada pelo juiz do tribunal de Gaia, que apontou várias falhas “lesivas da equidade entre credores”.

Ainda assim, a administração da construtora acredita que, desta vez, a CGD votará favoravelmente. A empresa “desenvolveu intensas negociações com os principais credores, acolheu sugestões e está convencida que está a percorrer o caminho certo", disse o presidente executivo da construtora, Joaquim Fitas, citado pela publicação. De referir que votação do PER já tem data marcada: dia 27 de novembro.